Limites, vamos falar sobre essa importante decisão?

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Limites aparentam ser complicados, mas não são tanto assim. Eles se relacionam muito bem entre os conceitos e definições que têm em qualquer área do conhecimento.

Esta semana tratei tanto desse assunto que, então, vamos falar sobre limites.

Você sabe o que é um limite?

Pense um pouco e tente chegar ao seu conceito do que é um limite. Pensou?

A resposta foi rápida ou deu um pouco de trabalho?

Se você pesquisar sobre o assunto perceberá que limite é um termo muito utilizado na matemática e na geografia, contudo essa palavra tem sua origem no “caminho entre dois campos, fronteira, sulco” e se começarmos a relacionar um pouco, também terá relação com os limites matemáticos e geográficos, afinal, nossa experiência vem lá da época que as pessoas utilizavam a matemática e a sobrevivência sobre a geografia, incrível não?

Então para facilitar um pouco nosso contexto, vamos seguir pelos limites da geografia ao invés da matemática para já chegar na psicologia. Uma definição bem legal que encontrei neste artigo vai ajudar:

O conceito de limite relaciona-se com a ideia de divisão, que muitas pessoas imaginam pertencer à ideia de fronteira, o que não é correto. O limite é a divisão entre uma unidade territorial e outra, geralmente entre dois países.

A ideia desse conceito remonta à constituição do Estado moderno e sua necessidade de determinar com total precisão os pontos do território sobre o qual ele exerce sua soberania, incluindo os seus valores constitutivos, idiomas, moeda e outros aspectos.

Por outro lado, o conceito de fronteira é mais dinâmico e designa uma frente de expansão ou uma zona de inter-relações entre os diferentes meios, que podem ou não ser territórios diferentes. Ao contrário de limite, que é uma noção mais exata e fixada juridicamente, as fronteiras são mais fluidas e há mais comunicação e interação.

Um outro texto muito legal que encontrei sobre o assunto é este, que fala da origem da palavra limite, limiar, eliminar, preliminar – tudo da mesma família e origem.

Mas voltemos ao nosso limite e fronteira.

Limites e Fronteiras

Um limite e uma fronteira é aquele espaço, que cada um define como sendo a borda daquilo que sentimos, desejamos, podemos ou queremos.

Quando pequenos, nossos limites são oferecidos pelos nossos pais ou cuidadores.

É o não, existente em nossa mente que liga uma chavezinha, um sentimento ou uma emoção que desperta algo bom ou algo ruim e, nessa hora, conseguimos saber se alguma coisa ou alguém está avançando o limite ou a nossa fronteira.

Alguns limites, e nesse caso os chamaremos de limitantes, são necessários, entretanto outros precisam ser questionados. Caso contrário impediria o nosso desenvolvimento.

Por exemplo: tenho um limitante interno que me impede de falar “não”. Toda vez que tenho que dizer isso, um conflito é gerado e “travo”. Outro exemplo é o limitante das regras estabelecidas na sociedade: não comer de boca aberta, não quebrar determinadas regras sociais.

Mesma coisa para os limites, ou limitantes físicos, se você tentar levantar 100 quilos, na maioria das vezes não dá, mas treinando, praticando, exercitando-se durante um determinado período, você expande seu limite e está lá… fazendo pose na academia ou no Instagram com seus 100 quilos…

Existe também o limite que permite que você se proteja. Qual o limite do seu senso de humor e da sua educação? Qual o limite que você estipula para um desconhecido ou para algum conhecido? Eles são os mesmos?

Nessas horas, você estabelece limites (fronteiras) que podem ou não ser compartilhada.

Por que os limites são importantes?

Os limites são importantes para que você determine o mais claramente possível aquilo que faz bem para você, para os seus e para o grupo em uma escala que nos permite conviver e sobreviver.

Neste artigo por exemplo, a psicóloga Ana Costa, explica nove passos para estabelecer limites de forma eficiente para crianças.

E por que temos que ensinar limites para nossas crianças?

Para que elas se tornem adultos com saúde mental e que percebam em suas vidas como agir de uma forma ou de outra dentro de determinados contextos.

Quando ensinamos limites para crianças, desenvolvemos adultos que conseguem se integrar sem maiores problemas e com sucesso na sociedade.

E isso é bom? Claro.

Ninguém disse que com determinada idade não queiramos alterar nossos limites, avançar e progredir, mas precisamos saber também lidar com nossas frustrações, com nossas habilidades e, conhecendo assim, onde e como podemos melhorar.

Lembra do limite do não que falei acima?

Por que é tão dificil estipular um limite para dizer o não quando é necessário?

Onde está o gatilho que trava você nesse requisito tão importante para sobreviver e não aceitar tudo o que lhe impõe?

Mesma coisa para sua vida profissional.

Qual o limite que você deve observar para não se tornar obsessivo com a perfeição?

Até que ponto deve chegar o seu limite de trabalho para não chegar a um Burnout?

Que limite que você determina para que algo que está fazendo te faça bem ou mal?

A partir da identificação desses limites você pode construir ferramentas, planejar-se melhor, conhecer e reconhecer aquilo que ajudará você no dia a dia.

Se tiver dúvidas, entre em contato, marque uma sessão ou deixe seu comentário. Espero que tenha gostado de perceber que nos limites e limiares você pode resolver muita coisa daquilo que hoje é um problema para você.

Foto: Foto de Trinity Kubassek no Pexels

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Sobre os Autores do Post:

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Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

Raul Oliveira

Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

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