2 min de leitura · 

Há alguns anos a insônia era minha companheira fiel, noite após noite estava ela ali na minha cama, acariciando minha cabeça num ritmo frenético que eu jamais conseguiria gostar.

Os meses passavam e ela não me abandonava.

Exercícios de respiração, meditação, chás dos mais variados sabores, escuridão total, nada adiantava.

O desespero de quando a gente não dorme é tão intenso que mais cedo ou mais tarde, acabamos cedendo aos remédios e comigo não foi diferente.

Tenta um, perde a hora, tenta outro, ganha uma dor de cabeça de brinde, o terceiro e a gente acorda como se estivesse bêbada. Ok, vamos parar um pouquinho e pensar em algum outro plano, deve existir algum método infalível que eu ainda não tive conhecimento, não é possível!

Sim, existe, existem, aliás.

A questão é que o que funciona pra mim, talvez funcione pra Maria, mas não pro João e a grande sacada é que a gente precisa se perceber, se conhecer, para saber o que vai nos salvar.

O meu método infalível foi a terapia.

Tinha tanta coisa se passando pela minha cabeça, mesmo que eu nem percebesse, que quando deitava a cabeça no travesseiro virava uma verdadeira festa, um encontro de ideias e pensamentos que falavam tão alto e não me deixavam dormir.

A psicóloga me ajudou a enxergar e a escutar essas ideias e pensamentos todos. Juntas fomos organizando a bagunça e trazendo paz pra dentro de mim. Até que uma noite… ZzzZzzZZZzzzz

Vez ou outra essa “galera do barulho” volta pra fazer uma visitinha e eu, gentil que sou, as recebo, mas vou logo avisando que não vai dar pra estender a festa por muito tempo.

Então eu respiro fundo, me concentro, escuto (e às vezes anoto) o que cada um tem pra me dizer e dou boa noite.

É hora de descansar e amanhã a gente retoma os assuntos.

Funciona, nem sempre com 100% de satisfação, mas para quem passou meses a fio sem saber o que é um bom sono, perder só 2 horinhas com a a algazarra da insônia é um privilégio sem tamanho.

Eu contei tudo isso porque tenho me deparado com muita gente sofrendo desse mal.

Gente que tem vida saudável, pratica yoga, come direitinho, mas não dorme e numa conversa despretensiosa com algumas dessas pessoas, pude perceber que lhes sobra saúde, mas também lhes sobram preocupações, medos e ansiedades.

E cheguei a conclusão de que a insônia é uma questão de conhecimento.

Não adianta a gente tentar vencê-la, é preciso conhecê-la pra saber como lidar e então, pedir licença pra descansar 😉

Leia também “Um pesadelo chamado insônia”

Insônia, o que fazer para dormir? 10 dicas

insonia, dormir, dormir mal, noite em claro, sono

Com tudo isso, sempre vale lembrar (ou conhecer) algumas dicas para ajudar com o sono hoje.

  1. Abandone as telas com no mínimo 15 minutos de antecedência antes de deitar.
  2. Caso queira ler, opte por um livro de papel, algo impresso, que não emita luz. Leituras mais leves ou entediantes podem auxiliar na busca do sono.
  3. Músicas e sons repetitivos: algumas pessoas utilizam sons de natureza, o chiado da televisão e outros artifícios auditivos contra a insônia. Evite músicas agitadas. Quem sabe até um podcast mais pausado pode dar bons resultados embora não ajude muito no seu descanso.
  4. Conheça e monitore o seu sono. Aplicativos como o SleepCirle podem auxiliar a monitorar.
  5. A dica padrão de iluminação. Quanto mais escuro o ambiente, melhor.
  6. Cobertores pesados (se não estiver calor) também são benéficos.
  7. Terapia como dissemos acima para entender o que está passando na sua cabeça e causando a insônia.
  8. Estar saciado(a), sem fome, sem atritos físicos que gerem desconforto é importante, uma consulta a um médico para entender se há problemas de respiração, dores, também é importante.
  9. Verificar o ambiente: cama, colchão, travesseiro, quanto mais confortável você estiver mais fácil de buscar o sono.
  10. Rotina: a rotina também pode auxiliar e beneficiar a batalha contra a insônia.

Espero que tenha curtido as dicas. Deixe seu comentário e avalie o post.

Post original: 03/04/2017 | Revisado em 17/09/2021

Clique para votar
[Total: 2 Average: 5]

Sobre os Autores do Post:

Website | + posts

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Website | + posts

Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

Gostaríamos de escutar o que você tem a dizer.