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Categories: ReflexõesVirtudes

Futebol feminino e o que podemos aprender

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1 min de leitura · 

Ah o futebol feminino!

Desde que as olimpíadas começaram tenho dormido menos, ficado mais nervosa e tido explosões de emoção constantes, tudo bem que bem nesse momento se junta às olimpíadas o meu processo particular de mudança de vida, mas falemos sobre os jogos e essa parte fica pra depois.

Acompanhei todos os jogos do futebol feminino brasileiro, torci, vibrei, sofri e chorei a cada vitória, a cada pênalti perdido ou acertado.

Torcia com ainda mais força por elas, pela história, pela falta de apoio e de reconhecimento que essas mulheres tem. 

Torci para que ganhassem a medalha de ouro e pudessem fazer história, pudessem mostrar que as mulheres são incríveis e que podemos ser e ter tudo o que quisermos.

Ontem elas perderam, um pênalti defendido e lá se foi a chance da medalha dourada. Entre um paciente e outro, pude ver quando o jogo acabou e as brasileiras perderam a chance, mas pude ver também a força de mulheres que se abraçavam, se consolavam e se sustentavam.

Vi a Andressinha, que teve o pênalti defendido, chorando, brava e talvez decepcionada consigo.

Fiquei imaginando o tamanho do sentimento de impotência e de culpa que ela devia estar sentindo naquele momento, uma menina ainda, tão jovem e tão cheia de responsabilidades.

Mas pensei também que é só assim, sofrendo, que a gente cresce, aprende, amadurece. É nesse momento que a gente percebe que não dá mais pra fazer birra, chorar até a mãe comprar o doce.

É nessa hora que a gente chora (sim, pode CHORAR e muito!), vai pro vestiário da vida, reavalia a situação, entende onde pode melhorar, enche o peito e diz “Beleza, que venha o próximo desafio. Tô pronta!”

É nessa hora que ganhamos “anos” de experiência, calos, daqueles que nos ajudam a sentir menos dor, a sofrer menos.

Então, Andressinha e meninas do futebol feminino, que venha o próximo jogo e que vocês continuem lindas e cheias de garra, nos enchendo de orgulho e ensinando pra nação feminina o que é determinação, enfrentamento e igualdade de gênero, porque SIM, nós podemos tudo!

Créditos da foto: Uol

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

View Comments

  • Muitooo bom o artigo, estão de parabens, aprendi muito com ele, vou começar a seguir o blog de vocês !!! Parabensss :D

    • Que legal que gostou Wanderson! Muito obrigado pelo retorno.
      Segue sim, temos posts diários e avisamos também nas redes sociais.
      Se tiver perguntas, dúvidas, usa a caixa de segredos .Ficaremos felizes em escrever sobre o assunto. :-)

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Raquel Ferreira

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