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Sumário

Qual o papel dos pais na felicidade dos filhos? Parece uma pergunta simples para responder, mas não é tão clara e nem tão simples assim, tem um erro bastante comum que pesa para papais e mamães.

Mas, sem mais demora a resposta é, nenhum. Não há nenhum papel para os pais na felicidades dos filhos e filhas. E não há o que seja feito ou tudo pode ser feito e ainda assim os filhos poderão ser infelizes um dia.

Polêmico? Leia e depois deixe seu comentário.

“A felicidade” é um termo subjetivo e individual, assim como o sucesso e a educação. Além disso é um termo comum na nossa época, mas de difícil definição.

O que é felicidade para você ou para mim?

Há correntes filosóficas, inclusive, que contra-argumentam esse conceito, dizendo que ele é um dos grandes problemas como objetivo da nossa geração. Veja este artigo, por exemplo.

Sei que todos os pais querem essa “tal felicidade” para os seus filhos, filhas e para si. Não é impertinente esse desejo, mas não é um papel intrínseco dos pais.

E se não tomarmos cuidado com esse meta mito, ela pode se tornar um peso desnecessário na criação da prole.

O papel dos pais não é o de felicidade, mas é o de responsabilidade, de educação e de inclusão dos seus filhos no mundo.

O ditado antigo, que criamos os filhos para o mundo e não para nós, pode dar uma ideia dessa dimensão, afinal, uma hora essas crianças terão suas próprias famílias e seguirão adiante.

Os pais precisam apoiar, orientar, suprimir as necessidades dos seus filhos e filhas acolhendo, compreendendo que haverá momentos de fragilidade, de insucesso, de infelicidade e que isso também faz parte da vida.

Dar aos pais a incumbência da felicidade chega a ser uma maldade e uma utopia.

Os pais têm um papel de paternidade e maternidade que envolve a autoridade, o acolhimento, o amor, a educação, a sobrevivência e muito mais.

Cabe aqui, inclusive diferenciar que autoridade é diferente de autoritarismo, tornar-se uma referência e um exemplo para seus filhos, que aprendem observando, que aprendem vivendo juntos e passam a replicar esse comportamento no futuro.

Uma vez, em um grupo de estudos, discutimos o termo de possessividade atrelado aos filhos, afinal todos os pais, brasileiros que conversei, referem-se aos “meus filhos e às minhas filhas”.

Até que ponto esse sentido de posse “meu/minha” e propriedade é prejudicial?

Até que ponto essa propriedade imaginária dá ou tira poderes dos pais sobre seus rebentos?

Eles têm a responsabilidade, a obrigação, o prazer e tudo que é atrelado a paternidade e maternidade real, na educação, na segurança, no zelo e no fornecimento de um ambiente onde a criança possa se desenvolver física, mental e socialmente.

Eles têm que ter o cuidado para prover à sua criança segurança para crescer e inserir-se na socidade.

A responsabilidade, afinal, dos pais na felicidade dos filhos, é nenhuma porque na felicidade eles não terão poder, mas poderão sim, prover de uma maneira ou de outra, ferramentas para que seus pequenos e pequenas possam buscá-la.

Curtiu? Concorda com essa posição? Deixe seu comentário e vote neste artigo. E caso tenha dúvidas, procure um psicólogo para trabalhá-las. As vezes pode ser uma questão de ajuste simples para que muitas dores sejam resolvidas.

Até o próximo texto. Aproveite para ouvir o episódio do podcast: Pais sobrecarregados e a autonomia das crianças com a Psico.Online Jessica Iuliano.

Créditos da Imagem: Photo by Migs Reyes from Pexels

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