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Estresse pós traumático: o que é isso?

2 min de leitura · 

É normal ter medo quando estamos em perigo. É normal nos sentirmos alterados quando algo vai mal. A nós ou a alguém que queremos. É uma reação natural e, de certo modo, adaptativa. Porém, se esse medo continua por semanas ou meses, é hora de falar com um especialista em saúde mental, nosso bom e velho psicólogo, terapeuta, psicoterapeuta…

É possível que você esteja passando por um transtorno de estresse pós traumático

O transtorno de estresse pós traumático é algo real. É um transtorno que pode aparecer após ter vivido ou presenciado um acontecimento perigoso, como uma guerra, um furacão ou um acidente grave. Este transtorno nos faz sentir estressados e com medo, ainda que o perigo já tenha passado. E afetará nossa vida e a vida das pessoas que nos rodeiam.

Esse transtorno pode afetar qualquer pessoa e em qualquer idade. As crianças também podem sofrer com ele. Não é necessário que tenha havido uma lesão fisica para sofrê-lo. Podemos experimentá-lo depois de saber ou ver que outras pessoas, como um familiar ou amigo, tenham passado por dor e sofrimento.

Experimentar ou presenciar uma situação perturbadora e perigosa pode provocar transtorno de estresse pós traumático.

entre essas situações se podem incluir as seguintes:

  • Ser vítima de violência ou presenciá-la
  • A morte ou doença grave de um ente querido
  • Guerra ou situações de deslocamento provocadas por conflitos armados
  • Acidentes automobilísticos e aéreos
  • Furacões, tornados e incêndios
  • Delitos violentos, como um roubo ou tiroteio

Existem muitos outros fatores que podem causá-lo. É imprescindível, se acreditemos estar passando por isso, que procuremos um especialista. Tem tratamento e deve deve ser abordado profissionalmente. Não é algo que passará com o tempo, se não tiver os cuidados necessários.

Leia também: Por que o trauma do 11 de setembro ainda vive?

Para saber se estamos padecendo desse mal, é importante observar se sofremos de maneira recorrente de alguns desses sintomas:

  • Pesadelos ou problemas para dormir
  • Cenas retrospectivas ou a sensação de que um acontecimento aterrador acontecerá novamente
  • Pensamentos aterradores que não podemos controlar
  • Evitação de lugares e coisas que nos recordem o acontecimento
  • Sensação de preocupação, culpa ou tristeza
  • Sensação de solidão
  • Sensação de estar no limite ou crises de furia
  • Pensamentos de se fazer mal ou fazer mal a alguém

As crianças que sofrem de TEPT podem manifestar outros tipos de problemas, que incluem:

  • Comportamento similar ao de crianças menores que ela
  • Impossibilidade de falar
  • Queixas frequentes de problemas estomacais ou dores de cabeça
  • Negar-se a ir a determinados lugares ou a brincar com os amigos

É muito importante que busquemos um profissional com experiência para nos ajudar e dar um fim a esse sofrimento tão intenso e tantas vezes tão banalizado.

Retirado de Cambiate Blog (traduzido e adaptado)

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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