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A escola de princesas e os sapos que engolimos

2 min de leitura

Ah se eu já tivesse filhas ou filhos, ia mandá-los todos para a tal escola de princesas, para saberem o que NÃO se deve aprender.

Quando voltassem pra casa, mamãe diria: “isso tudo que você ouviu lá, da tal tia rainha, não se aplica à vida real”.

Na vida real não tem castelos, não tem príncipes, não tem cavalos alados nem pôneis voadores.

Na vida real tem lutas, diárias e infindáveis, tem batalhas por direitos iguais, tem marchas por respeito, tem movimento feminista, tem empoderamento.

A vida real tem que ter homem e mulher arrumando a cama, a mesa, a casa, o cabelo, os filhos.

A vida real tem que ter igualdade, respeito, liberdade.

A escola de princesas poderia inserir um módulo com esses tópicos, poderiam chamá-lo de “módulo das princesas empoderadas”.

Ou módulo das princesas aladas, se preferirem 😉 #ficaadica

E que fique claro, não sou contra aprender bons modos, eu mesma aprendi, não que hoje eu use garfo e faca pra cortar uma laranja, prefiro mesmo é chupá-la até escorrer pela roupa, mas aprendi isso, numa escola, olhe só.

Mas também aprendi que eu poderia ser e fazer o que eu bem entendesse, comigo, de mim, com meu corpo!

E é isso o que eu quero que meus filhos aprendam.

Não precisamos de princesas, mas podemos ser uma, desde que real.

Precisamos de meninas, garotos, homens e mulheres capazes de (re)conhecer seus poderes, capazes de cobrar o que é justo, de dividirem as tarefas, as responsabilidades, a vida, sem diferenças.

Meninas, mulheres, guerreiras, princesas… vocês podem tudo, absolutamente tudo o que quiserem. Sempre e em qualquer lugar, cobrem isso, lutem por isso.

Respeitem seu corpo, respeitem as outras mulheres, respeitem as pessoas, amem-se, exatamente como vocês são, princesas reais podem ser gordas e magras, olha que maravilha!

Princesas reais podem usar short curto, decote, podem usar batom vermelho e se não quiserem, não precisam ser mães.

Ah, a liberdade!

E só pra terminar, li em algum lugar que a tal escola de princesas era legal porque trabalhava o lúdico. Sério? O lúdico há tempos precisa ser revisto, nossos contos de fadas estão ultrapassados, já não podem mais ser parâmetro pra vida.

Precisamos aprender um pouco dos contos de fadas reais, como Frida Kahlo e Violeta Parra, que rompem com os estereótipos das princesas falsas.

Por um mundo onde a vida seja real e o lúdico seja pra ensinar de verdade, não precisamos de um mundo de fantasias pra sermos felizes <3

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 – Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.


Raquel Ferreira

CRP 6/101759 – Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

One thought to “A escola de princesas e os sapos que engolimos”

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