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Ego e a confusão em torno dele, vamos entender?

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Eu já perdi as contas de quantas vezes precisei explicar aos meus pacientes o que é o ego e ajudá-los na tarefa de reorganizar alguns conceitos.

Geralmente as pessoas acham que ego é algo ruim. Aliás, me parece que tem crescido nos últimos anos a analogia, bastante errada, que se faz a essa palavrinha.

Dia desses ouvi alguém dizendo que não queria mais ter ego. Oi? Sem ego você deixa de existir!

E por isso vamos esclarecer alguns pontos aqui. Ego é um termo que foi utilizado pelo tio Freud, pra definir a instância psíquica que media a interação dos desejos (Id) e dos valores morais (Superego).

Ego é o nosso EU. É o que construimos com o passar dos anos e pasmem, o ego pode mudar ao longo da vida!

Sim, o ego amadurece (ou retrocede, mas torcemos para que não) de acordo com as interações e a maneira como você vivencia suas experiências. Isso não é incrível? Então por que vocês querem suprimir o pobrezinho?

Eu não sei onde ou como foi que o termo começou a ser confundido, banalizado e tão mal empregado, mas o fato é que muita gente por aí o tem usado para se referir ao egoísmo ou ao egocentrismo e, assim como a gente banalizou os termos “depressão e bipolar”, usando frases do tipo “acordei meio depressivo hoje” ou “fulano é meio bipolar”, aconteceu com o ego.

Vamos lá, egoísmo, embora derive de ego, é a atitude de ter um amor próprio tão desmedido, que o ser age só em seu próprio interesse, sem se preocupar com o coleguinha do lado.

Egocêntrico também deriva do bendito do ego e significa que a criatura que é assim, não consegue enxergar o amiguinho do lado e ainda, se esse tenta se manifestar de alguma maneira será engolido, porque o egocêntrico não admite opiniões, desejos ou ideias diferentes das suas. Ele se acha o melhor.

Então, agora que você já sabe a diferença e sabe o que significa EGO, nada de sair por aí falando que não queria tê-lo, ok? Você pode não querer ser egocêntrica/o ou egoísta, mas deixa o ego aí, porque ele é você 😉

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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  • Oi Raquel, a terminologia "ego" foi utilizada muito antes do priminho Freud utilizá-la na psicologia. No Oriente, o queridinho "ego" é simplesmente a causa de todo o sofrimento humano. Procure a literatura zen, ou melhor,o livro ocidental chamado " O livro de Mirdad", para sair um pouco da caixinha universitária. Bjo de luz.

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Raquel Ferreira

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