Anúncio
0
(0)
1 min de leitura · 

Sabia que a culpa pode se transformar em um veneno que encharca a sua alma e te impede de ser feliz? Pois é, cuidado com isso!

A culpa surge e pode nos acompanhar desde muito cedo. Ainda pequenos nos sentimos rejeitados e abandonados, o que nos gera frustração e por vezes, raiva das pessoas que mais amamos: geralmente nossos pais.

A raiva é um sentimento natural, mas geralmente muito mal compreendida e constantemente censurada e proibida. A criança, tadinha, aprende que é feio sentir raiva dos pais e daí começam os primeiros grandes conflitos da vida. Sinto isso, mas não posso. Com poucos anos de idade, como controlar? Surgiu a CULPA!

A vergonha por sentir raiva faz com que a criança soterre esse sentimento “errado” no inconsciente e esse sentimento uma vez lá, na caixinha escondida, começa a agir como um veneno, intoxicando tudo, virando culpa.

Sobre perdoar

Começamos a sentir e a pensar que não merecemos coisas boas, porque afinal de contas fomos maus, sentimos ódio ou raiva por quem mais nos ama. Começamos a nos castigar, consciente ou inconscientemente. Sabotamos situações que poderiam nos trazer alegria, inclusive aquela que mais desejávamos. Nos impedimos de sentir coisas boas, de sentir prazer, de ter leveza.

A culpa também se manifesta quando a gente sente que vive alguma mentira, alguma ilusão e assim não estamos sendo coerentes com nosso coração.

Outra maneira clássica de agir, é projetar a culpa para fora, culpando os outros por tudo de ruim ou de errado que nos acontece. Pare de se afogar na culpa, olhe de frente para ela, sem medo!

Pra sair dessa lama, encare essas culpas, traga-as para a consciência e assim, essa coisa ruim e tóxica, em forma de raiva, poderá ser ressignificada e convertida em amor, por você e pelos outros <3

E se você tem medo ou acha que não consegue fazer isso sozinha(o), procura um psicólogo, psicóloga, terapeuta, eles com certeza poderão te ajudar a se livrar desse peso.

O quanto este post foi útil para você?

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

View Comments

Share
Published by
Raquel Ferreira

Recent Posts

Quando paramos de nos preocupar com os outros…

Quando paramos de nos preocupar com os outros, a primeira vista, idealizamos que nossa vida…

2 meses ago

Infelicidade: me apeguei a ela e agora?

Infelicidade é a palavra felicidade com o prefixo de privação ou negação. Pode ser compreendida…

3 meses ago

Masturbação Infantil: não fique na mão com o assunto.

Esses dias respondi algumas perguntas sobre Masturbação Infantil para o site bebe.com.br e, como eles…

3 meses ago

E quando sobra pra gente?

"Sobra pra gente" o que sobrou pra você ou para mim? Quem nunca levou "uma"…

3 meses ago

Escutar, ouvir e falar. O que você tem feito?

Ouvir ou escutar remete a ações muito parecidas. Muita gente sabe a diferença, mas no…

3 meses ago

Será que eu sou gay?

Gay, homosexual, será que meu interesse sexual é assim ou assado? Lembro da primeira vez…

3 meses ago

This website uses cookies.