automutilação - cortes no corpo

Fazer cortes no corpo? Precisamos falar sobre isso.

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Você está fazendo cortes no corpo ou já fez? O que significa quando uma pessoa corta a própria pele, por espontânea vontade?

Quando estamos manuseando uma faca na cozinha, no preparo de alimentos, ou utilizando um estilete para apontar um lápis, por exemplo, e nos cortamos involuntariamente, a dor causada pelo ferimento condiciona a sermos cada vez mais cuidadosos ao manipular esses objetos cortantes. Se, para a maioria das pessoas, o medo do ferimento com uma lâmina provoca tantos cuidados, por que então existem outras que se cortam propositalmente?

Seria uma busca desenfreada por adrenalina fazer esses cortes no corpo?

Seria por um estranho prazer em sentir dor através de se cortar?

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Síndrome de Tourette: você já ouviu falar?

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Há alguns dias recebemos uma caixa de segredos que nos questionava a respeito da Síndrome de Tourette. A pessoa mencionava que tem alguns comportamentos repetitivos e que estava com medo de ser diagnosticada com o transtorno, ainda que em um grau bastante leve.

Antes de tudo, vamos mencionar o que diz o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) sobre a síndrome: (mais…)

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17 documentários sobre saúde mental e hospital psiquiátrico

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Quando falamos de hospital psiquiátrico, internação compulsória, saúde mental, psicopatologia e nos termos do senso comum ou populares: da loucura, dos doentes mentais, dos loucos e delirantes ou mentalmente insanos, muitas vezes não temos a menor ideia de como deixamos de lado a dignidade humana para com nossos semelhantes.

Muito da luta antimanicomial e da reforma psiquiátrica é a luta contra o pré-conceito ou da intolerância e do desconhecimento. Da ignorância de muitos em relação aos avanços e retrocessos que vivemos dia após dia em pleno século 21 e que servem para praticamente “escondermos” aqueles que ainda na linguagem popular, dementes, loucos, “nóias” são incômodos para os normais ou aquele “cidadão de bem”.

Cidadão de bem que por não saber como lidar com a imagem de um outro ser humano que poderia ser ele próprio, prefere separar e esconder ao invés de tratar adequadamente. Que ao ver à superfície uma parte da nossa saúde que choca pela decadência ou desintegração do eu, prefere olhar para o outro lado ou ignorar.

Quando criamos o Psico.Online, pensamos em trazer para a população ajuda, numa linguagem comum, mas recheada de informação científica e técnica, conhecimento para mudar um pedacinho do mundo, e nestes documentários, pretendemos levar a todos um conhecimento: há um humano doente e que precisa de cuidados ali onde você só vê um problema.

Sabemos sim que a vida é difícil, mas precisamos de empatia, de senso moral e de conhecimento para entender e evitar julgamentos superficiais. Precisamos de alternativas, de ideais e de muito trabalho e paciência.

Assista aos documentários, indique outros. Leve para você a mensagem principal: se a dor do seu semelhante não te faz sentir nada, seu caminho está em uma direção preocupante.

1) Saúde Mental e Dignidade Humana

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TDAH Transtorno de Deficit de Atencao e Hiperatividade PsicoOnline

TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade existe ou não existe?

12 min de leitura

TDAH, vamos falar dele? 🙂

TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ADDH – Attention Deficit Disorder with Hiperactivity, DDA – Distúrbio do Déficit de Atenção, ADHD – Attention-deficit hyperactivity disorder, Transtorno Hipercinético ou ainda, quaisquer uma das próximas siglas em português ou inglês que você verá neste post ou quando pesquisar sobre o assunto, são a mesma denominação dada para mesmíssima patologia que vamos tratar aqui.

A diferença está de acordo com a fonte de origem da pesquisa, principalmente relacionada ao ano da informação coletada pois os ajustes realizados a partir das discussões que acontecem no meio acadêmico pedem atualizações na nomenclatura.

Talvez você estranhe este post também, em relação aos outros textos aqui do blog, principalmente pelo motivo dele ser uma adaptação das conclusões finais da minha pesquisa no sexto semestre do curso de Psicologia onde participei de um estágio relacionado ao T.D.A.H. muito produtivo e, onde fomos provocados desde a primeira aula, sobre esse transtorno (1).

Enfim, o TDAH, DDA, TDAHI, ADD, TDA, THDA é a sigla e, o nome dado, ao principal distúrbio psicológico/neurológico em crianças (2) que atingem mais de uma em dez (11%) delas, em idade escolar nos Estados Unidos, segundo a pesquisa de saúde de 2011 (3) e que é muito discutida hoje em dia, já que assim como outros assuntos polêmicos, há o time daqueles que acreditam na sua existência e o time daqueles que não acreditam e passaram a acreditar nela (4–7).

Mas vamos com calma, afinal, TDAH existe ou não existe?

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Depressão, ansiedade: como diferenciar?

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Há algumas semanas atrás eu já havia respondido essa questão para alguém e agora ela apareceu na nossa Caixa de Segredos. Então, levando-se em consideração que mais gente deve ter essa dúvida, vamos aproveitar pra falar um pouquinho sobre esses dois tipos de manifestações de que algo não vai bem em nós.

Já esclarecemos bastante nesse blog que depressão não é frescura e que merece todo o cuidado necessário, para que a pessoa que está sofrendo com isso reencontre o sentido da vida e viva com qualidade. (mais…)

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Ataque de Pânico: 34 dicas para quem tem e sofre com isso

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Ataque de Pânico: vamos lá, lembrando que as dicas são paliativas, ou seja, não funcionam para todos ou podem funcionar bem para uns e nem surtir efeito para outros.

Os ataques de pânico precisam ser acompanhados por um Psico (seu psicólogo ou sua psicóloga) e um Psiquiatra, ok? Se os ataques de pânico são recorrentes, fica ligado para entender com seu Psico se é ou não uma Síndrome.

Se você está lendo este post, partiremos do pressuposto de que você já sabe o que é um Ataque de Pânico e a Síndrome do Pânico ou Ansiedade, se não sabe, melhor consultar os links abaixo ou dar uma pesquisada aqui no blog em outros textos.

www.sindromedopanico.net
www.sindromedopanico.com.br

Quais os sintomas de um ataque de pânico?

  • Falta de ar e sensação de sufocamento (medo, pressão no peito…);
  • Tonteira, vertigem e sensação de desmaio;
  • Suor excessivo, calafrios e vermelhidão do rosto (tá tudo abafado, desesperador);
  • Aumento da frequência cardíaca e palpitações (coração acelerado, parece que vai explodir);
  • Náuseas, enjoos, dor de estômago ou diarreia;
  • Sensação de estranheza em relação ao mundo e ao ambiente;
  • Dor no peito;
  • Medo de morrer ou sensação de morte iminente.

Entendidos? Vamos as dicas do que fazer para ajudar no seu ataque de pânico

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02 de Abril dia mundial da conscientização do espectro autista

7 palestras sobre o autista que você deveria assistir

5 min de leitura

Autista, não autista, pais, mães, irmãos, primos e amigos vamos nos conscientizar sobre esse termo já que o dia 02 de abril é o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo e conscientização envolve falar sobre o assunto.

Aliás em alguns posts já falamos sobre o espectro que envolve vários diagnósticos, confira.

Dessa vez não choveremos no molhado para explicar o que é, como se dá o diagnóstico do autismo e outras informações que são facilmente encontradas em sites especializados como o Entenda o Autismo ou a Associação Brasileira de Autismo.

Vamos aproveitar este post para convidar você a assistir essas sete palestras que falam sobre o tema, depois, comentar sua opinião conosco ali nos comentários ou no Facebook, no Instagram, no Twitter em qualquer lugar, compartilhando muito essa informação. (mais…)

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Nise o coração da loucura, repleto de amor

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Semana passada, numa tarde fria, chuvosa e despretensiosa eu liguei a TV, acessei o Netflix e escolhi “Nise: o coração da loucura”. Primeiros dez minutos de filme e eu já estava chorando, Ok, que não precisa de muito pra me fazer chorar, já falei isso aqui, né?! mas olha, fui levada pra dentro de uma outra realidade, que diga-se de passagem, eu conheço razoavelmente bem.

Hospitais psiquiátricos sempre me chamaram à atenção, seja pelo mundo particular e misterioso de cada paciente/cliente, seja pelo trabalho minucioso e cuidadoso que se deve desempenhar ali, seja pela minha própria história familiar.

Só pra vocês saberem, eu escolhi estagiar dentro de um dos grandes hospitais psiquiátricos da região de Campinas e, sim, pensei em trabalhar com isso, mas a vida nem sempre segue o rumo que a gente escolhe pra ela. E me lembro que no primeiro dia, dentro de um lugar com portões trancados a 7 chaves, um cheiro forte, pessoas de todos os tipos, eu tive medo, mas sabia que precisava continuar e hoje consigo entender o porquê. (mais…)

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Os rótulos nossos de cada dia

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Depressão, ansiedade, TOC, hipocondria… rótulos que dão nome aos nossos sintomas, rótulos que nos apropriamos para explicar e justificar nosso mal-estar. Mas por que a gente age assim, se sabemos que somos muito mais do que isso?

Quando os pacientes vem diagnosticados, com rótulos nas testas

Em consultório, muitas vezes, a novidade é quando recebemos um paciente sem diagnóstico prévio ou mesmo sem uma enxurrada de informações que ele mesmo buscou no Google e que fielmente assumiu como uma verdade absoluta. Alguns chegam com o nome da doença, outros já com a solução, outros com a receita de medicamentos que valha-me Deus, parece uma lista de supermercado. (mais…)

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A desgraça alheia e a morbidez nossa de cada dia

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Por que será que nos atrai tanto a desgraça alheia? Será que somos mórbidos por natureza?

Me permito compartilhar essa reflexão com vocês depois de passar por várias experiência pessoais que me levaram à esses questionamentos. O mórbido, ou o drama, parecem ser apostas seguras quando o que queremos é chamar à atenção. Ou, ainda que não tenhamos essa pretensão, na verdade. (mais…)

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Um pesadelo chamado insônia

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São 22:30 e o que presencia-se são: janelas fechando, olhares serenos, pés arrastando um par de pantufas macias e aconchegantes. É hora de dormir o sono dos justos. Na calada da noite? Não, não, a insônia está aqui, gritando aos meus ouvidos, para não esquecê-la jamais.

A maior recompensa de um cidadão comum é poder recompor suas energias – afinal, ele produziu, criou, cumpriu com seus deveres. E então, ele se depara com a aflição de saber que a tranquilidade almejada ao chegar em casa ficará estancada apenas em seus pensamentos. (mais…)

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Quando a violência doméstica dói na alma

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Tem uma Caixa de Segredos que ficou aqui paradinha, sem resposta, por algumas semanas. Porque aborda um assunto muito polêmico, a violência doméstica e eu precisava refletir bastante antes de escrever um texto.

O desabafo trata de uma família, dessas que a igreja chama de tradicional, com um pai que é pastor, inclusive, mas que dentro das quatro paredes se transforma num monstro, ataca a esposa, os filhos, destrói o físico e a alma dessas pessoas. Quem me escreve, diz se sentir muito triste, culpada e por tanta dor, desenvolveu algum tipo de automutilação, que eu acredito, doa menos que o que ela presencia dentro de casa. (mais…)

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Eeyore e o mundo sem cores da depressão

Mundo sem cores, falando de depressão

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Um mundo sem cores: um quarto escuro, uma manhã cinzenta de Domingo, um resfriado muito forte que não se sente gosto de nada que se come, dor no corpo e uma televisão com muito chiado e sem conseguir entender ou ver nada que está sendo transmitido, existem dias que é melhor nem levantar – prazer, eu sou a depressão. (mais…)

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O julgamento e a morte da alma: uma reflexão sobre as doenças mentais

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Levei algumas semanas até conseguir parar pra escrever esse texto. Talvez porque seja um assunto delicado pra mim, talvez porque requer uma atenção especial, talvez porque seja um assunto muito complexo para o mundo: o julgamento e as doenças mentais.

Há algum tempo eu e minha família vivemos na pele os efeitos colaterais de um julgamento desmedido, impensado, cruel. Uma situação rotineira nos noticiários, daquelas que a gente até acostuma a ver e a palpitar a respeito, acontecia dessa vez, com a gente. (mais…)

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Estresse pós traumático: o que é isso?

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É normal ter medo quando estamos em perigo. É normal nos sentirmos alterados quando algo vai mal. A nós ou a alguém que queremos. É uma reação natural e, de certo modo, adaptativa. Porém, se esse medo continua por semanas ou meses, é hora de falar com um especialista em saúde mental, nosso bom e velho psicólogo, terapeuta, psicoterapeuta…

É possível que você esteja passando por um transtorno de estresse pós traumático

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