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Sucesso profissional e o que fazer depois do auge

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Ontem eu estava assistindo um vídeo da Jout Jout, que falava sobre o peso do sucesso profissional e imediatamente me veio uma cascata de recordações e revisões sobre a minha carreira e eu quero compartilhar com você.

Se tem uma coisa da qual me orgulho muito é, sem dúvida, da minha trajetória profissional.

Não foi fácil ou tampouco simples viver da psicologia clínica, passei muito perrengue atendendo convênio, trabalhando aos sábados ou até tarde da noite, mas eu tinha um objetivo e ele não era pequeno.

Eu queria antes dos 30 anos ter um consultório na Avenida Paulista, atender executivos e não trabalhar às sextas-feiras.

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13 Reasons Why e 13 reflexões sobre a série

6 min de leitura

Oi. Aqui não é a Hannah Baker. Não precisa ajustar… opa, peraí, precisa ajustar, sim. Seria muito bom se você pudesse se permitir ajustar algumas ideias à respeito de bullying, suicídio, relações familiares, amizades, empatia…

[SPOILER ALERT] não tem como não dar alguns spoilers durante nossas 13 reflexões, mas são pequeninos ok? 🙂

A primeira informação que tive sobre “13 Reasons Why” era de que se tratava de uma série sobre jovens deprimidos, a segunda, de que as ligações para o CVV haviam dobrado e a terceira, de que eles estavam no trendtopic do Twitter. Ok, confesso que não sou adepta das séries, porque não tenho maturidade suficiente pra administrar o tempo e quero assistir tudo de uma vez só, mas se a gente quer falar de um assunto, precisa entender a fundo do que se trata e lá fui eu pra minha maratona de 13 episódios num final de semana. Ao final, retorcida no sofá com a cena do suicídio, comecei a refletir sobre tudo o que eu havia aprendido a partir das histórias e das pessoas que as compunham.

Vamos as 13 reflexões que eu cheguei:

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O julgamento e a morte da alma: uma reflexão sobre as doenças mentais

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Levei algumas semanas até conseguir parar pra escrever esse texto. Talvez porque seja um assunto delicado pra mim, talvez porque requer uma atenção especial, talvez porque seja um assunto muito complexo para o mundo: o julgamento e as doenças mentais.

Há algum tempo eu e minha família vivemos na pele os efeitos colaterais de um julgamento desmedido, impensado, cruel. Uma situação rotineira nos noticiários, daquelas que a gente até acostuma a ver e a palpitar a respeito, acontecia dessa vez, com a gente. Continue lendo

Professor, você é gay?

Professor, você é gay? ou Sou macho pra c****….

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Professor, você é gay? Foi a pergunta que desencadeou a viralização do post do professor Vitor Fernandes no Facebook com quase 30 mil compartilhamentos e mais de 6,4 mil comentários.

O assunto já foi debatido em vários veículos de comunicação e fez muita gente pensar, questionar, apoiar e criticar a postura do professor e sua argumentação. Na grande maioria o apoio foi incondicional, dado que a resposta mostrou o quanto nossa sociedade está distante de entender o próximo.

Sua turma é composta de adolescentes, que tem a mente formada a partir do contexto social e familiar e que  embora questionem; ainda replicam muito do ambiente que os cerca, seja ele machista, feminista, hetero, homofóbico, liberal, de esquerda ou de direita.

Em todos os sentidos, dessa discussão a educação, sexual, social, com ou sem partido (isso é outro tópico para outra discussão) é a solução primária para iniciar um futuro melhor e inclusivo onde as pessoas não repliquem, mas pensem com o mínimo de pré-conceito.

Mas por que tocamos nesse assunto?

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A culpa não é minha pois é a sua responsabilidade

4 min de leitura

A culpa não é minha, é sua! Foi quase essa a frase que “li”. Aconteceu outro dia, recebi a culpa por uma responsabilidade que não era minha e, a dona da responsabilidade, deixou claro que o problema não era dela.

Já falamos da culpa em outro sentido por aqui, que ela envenena a alma. Então…

Se não era dela, e estávamos em um diálogo, era minha. Aceitei. Naquele momento os prós e os contras diziam para não continuar uma discussão com alguém que não estava se percebendo. A culpa não é minha…

O caso foi simples: entrei em um novo grupo do Facebook; daqueles que você troca informações sobre um determinado tipo de assunto para qual o grupo fora criado.

Escrevi um post me apresentando e nesse mesmo post indiquei uma página falando algo fora do assunto (off topic) enquanto me apresentava e tentava me enturmar.

O post foi apagado. Continue lendo

abraço seguro

Abraço seguro para pessoas tristes

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O abraço seguro reconforta, traz – quem diria – segurança e muitas vezes paz. Já falamos da função do abraço no post do dia do abraço e não seremos repetitivos.

Também mostramos no post da pessoa triste, como um abraço seguro (sushi de pessoa triste) é reconfortante.

Nestes quadrinhos, há uma pequena história, adaptada para dar fluxo a narrativa e no final, transcrevemos o mito de Tétis e Peleu que explica o motivo, a moda grega, do porquê buscamos refugio no peito do nosso par. Esperamos que você goste e compartilhe muito! 😉

Ah! Quando encontramos esse quadrinho, resolvemos buscar o autor, mas infelizmente não encontramos. Se souber, deixe nos comentários, por favor.

O abraço seguro – era uma vez…

No princípio todos fomos felizes. Éramos completos. Perfeitos em sintonia e em uma única forma.

No princípio, todos fomos felizes. Éramos completos. Perfeitos em sintonia e em uma única forma. Mas um dia, tudo mudou.

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suicídio

Suicídio sem tabú – documentário 2015

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O documentário a seguir, de 30 minutos, produzido para o trabalho de conclusão de curso de Jornalismo pela Universidade de Sorocaba – UNISO 2015 se constrói através da narrativa dolorosa de pessoas que de alguma maneira tiveram suas vidas afetadas pelo suicídio.

Através em um retrato jornalístico do tema tabú: Suicídio, o documentário mostra variadas perspectivas, da psicológica à filosófica, passando, dentre outras, pelo papel da imprensa no tratamento do tema e o que dizem algumas religiões como Catolicismo, Kardecismo e Islamismo sobre o assunto.

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Mãe

Mãe: uma profissão de 24 horas e 7 dias

1 min de leitura

Ser mãe requer um desprendimento ímpar e confesso que nunca conversei com uma que não tenha enfrentado o dilema no final da licença maternidade: voltar a “trabalhar” ou não. Elas geralmente querem cuidar dos filhotes de perto, nem sempre tem alguém de confiança pra deixar a cria, as escolas podem ser caras, enfim, uma infinidade de poréns que as colocam numa saia justa, mas o importante é saber que não há certo e errado nessa decisão, o que há é a necessidade de cada mulher, de cada família, tem mulher que precisa desse cuidado integral, tem mulher que não aguenta ficar 24 horas na profissão mãe, ninguém tá errada, ok?!

E hoje vamos apresentar um relato de mãe profissional, que largou tudo pra se dedicar aos pimpolhos.

Se você for uma mãe com necessidades diferentes da Ju, que tal escrever pra gente e contar sua experiência? Ou comentar aqui no post?

Uma mãe em tempo integral,  confira o relato no artigo  De workaholic a mãe em tempo integral

Veja também sobre Mãe:

Um adendo:

A mamãe
não me bota mais no colo,
não bota mais,
não me embala mais o sono,
não embala mais,
não canta pra eu dormi…
não canta mais…
não bota mais,
não embala mais,
não canta mais…

Eu bem sei que já faz tempo
que ela ainda me embalava,
mas me lembro muito bem,
era assim que ela cantava:

“Dorme, dorme, filhinho,
meu anjinho inocente,
dorme, meu queridinho,
que a mamãe está contente…”

Mas o tempo passou,
passou, passou,
e a cantiga calou,
calou,calou…
e o menino foi crescendo,
crescendo, cresceu, cresceu,
mas aquela voz ficou.
ficou, ficou…

Eu agora já sou grande,
tenho quase a altura dela.
Vai chegar a minha vez
de poder cantar para ela…

Pedro Bandeira

pessoa olhando fotos antigas

Lembranças ativadas: uma possibilidade de ressignificação

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O correr das horas, muitas vezes, não nos permite a atentar para detalhes valiosos de nossa existência. Talvez por isso muitos me considerem um pouco ‘aluado’. Gosto de observar os feitos do Criador pela fechadura, de refletir nos detalhes que nossa rotina frenética não nos deixa aproveitar. O passado constantemente nos bate à porta das formas mais inusitadas. Estive recentemente num lugar que trouxe ao meu presente um personagem que havia sido retirado naturalmente da minha história. Sabe aquelas pessoas que num insight se perguntam sobre sua existência? Quando criança era o melhor amigo do meu irmão, apesar das desavenças de nossas mães. Era a tal espécie de amor de todo o fígado. Segundo os chineses, esse é o órgão mais coerente do corpo humano. “Mais afeitos as mudanças de estado. Provocado, ele cospe bílis e sai esverdeando o que outrora parecia ser uma realidade rósea”. E sem aprender sobre a inteligência emocional do fígado na escola, meu irmão e seu fiel amigo já aplicavam tal processo em suas vidas emocionais. Mas a “maturidade” fez todo esse belo convívio cair por terra. Talvez por isso eu seja mais um amante e fascinado pela Síndrome de Peter Pan. Estar preso na infância é querer ser a resposta pura, singela, verdadeira, ingênua de uma criança. Ser um rei natural de situações diversas com saídas criativas e apaixonantes. Criança tem uma solução ingênua e prática para absolutamente tudo. Em caso de crise econômica logo disparam que a impressão de mais dinheiro resolve. Quando a questão é distância, um aparelho de teletransporte é o suficiente. Para as brigas, a reconciliação com um abraço sincero e esquecendo – apagando – tudo de ruim que aconteceu. Retomando a amizade do meu irmão, com o tempo, talvez por uma forma de defesa de suas referências, deixaram de se falar. Era como se todo aquele belo passado não tivesse existido. Dois estranhos conhecidos. Voltaram a estudar na mesma classe escolar anos depois. Mesmo com essas peripécias da vida, talvez numa tática de retomar aquela bela relação, agiam como se nunca tivessem se visto e não faziam questão de tentar. Meu irmão morreu sem aproveitar essa oportunidade. Reencontrando o tal personagem, todas essas questões sobrevoaram meus pensamentos. Ele me cumprimentou cordialmente, e eu, fui recíproco. Mas ao ouvir sua saudação não era aquele rapaz que me falava, mas, sim, aquela criança que estava acima de qualquer questão constrangedora entre nossas mães. Não posso dar a certeza que a intenção dele foi essa, mas me apego a essa ideia para ver as pessoas com uma esperança diferente. Percebi que o mundo parece girar muito rápido. Na verdade, ele gira lento o suficiente para ativar lembranças que achávamos não ter mais importância.

Por Jhonatan Rocha

E você, que lembranças tem, que podem te levar a revisar o seu passado? Que lembranças tem, que precisam de um significado novo? Já pensou em procurar um psicólogo pra te ajudar nessa jornada? 😉

cancer

Para o alto e avante: na luta contra o câncer

2 min de leitura

Você sabia que a cada ano cerca de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer no mundo todo? Você sabia que fazer escolhas saudáveis, como alimentar-se melhor, evitar o cigarro, usar protetor solar e fazer auto-exame podem reduzir drasticamente a incidência do câncer? Pois é, precisamos todos entrar pra essa guerra e acabar com esse inimigo tão malvado.

Como hoje é o Dia Mundial do Combate ao Câncer, decidimos compartilhar com você a história real de uma guerreira, que há tempos enfrenta essa batalha.

“Tudo começou aos 44 anos. Eu estava debaixo do chuveiro e ao tocar a mama direita, percebi cabeça raspadaum caroço, era câncer. Passei por quimio e radioterapia, na primeira quimioterapia fui internada 6 horas após, com baixa resistência, estava tão mal que não sabia quem eu era. No quinto dia de internação, vi que estava num quarto de hospital, muita dor em todos os ossos, náuseas, dor de cabeça, não sabia o nome do hospital e nem a campainha dava para tocar! Eu estava muito fraca. Naquele momento a única coisa que consegui pensar foi: ESTOU VIVA, É O QUE MAIS IMPORTA! No sétimo dia, chegou a hora de raspar a cabeça, não tem como segurar as lágrimas… mas, viva a vida!

Doze dias de internação e adeus hospital!
Voltar para casa, nova fase. Eita, sou o centro da diferença, em meio a olhares, sussurros, desfilo em passos lentos, minha palidez e a careca. Não usei peruca, sou contra, pois se perdesse outra parte do corpo teria que encarar a realidade, acho que aqui é quando descobrimos os que realmente se importam conosco… Durante essa etapa eu e meus filhos brincávamos de guerra de teta (hahahaha), pois uma era móvel. Tenho 2 filhos, o Gabriel, na época com 3 anos e o Paulo Henrique, com 8 anos. Viajava e passeava com eles desfilando careca e palidez, não escondia nada deles, mesmo sentido vergonha do meu corpo, tomávamos banho juntos e sempre os ensinava a respeitar isso, pois o corpo muda, ninguém sabe o que vem amanhã. E entre um “acho que esse fio de cabelo comprido na escova é meu e, mãe não devolvo sua teta porque não quero sair de casa hoje (hahaha)”, acabei as 6 quimioterapias e parti para 28 rádios, com muito sucesso, num período de 17 meses.

Por cinco anos tomei quimio via oral e o cabelo crescia…
Com a mastectomia radical, agora eu queria a reconstrução da mama ou um volume fixo e passei por uma frustração inicial. No cirurgião plástico descubro quem quem aumenta ou diminui a mama, não pode reconstrui-la, eu não fui orientada sobre isso, mas depois de muitos exames, buscas por ajuda e o grupo Rosa e Amor cruzar o meu caminho, consegui realizar o meu sonho, resgatar minha auto-estima, conforto e segurança e estou muito feliz com o resultado.”

Por Fátima Nascimento, uma guerreira que voltou a enfrentar o câncer, mas continua firme, na batalha pela vida!

Para saber mais você pode entrar nesses sites:
http://www.oncoguia.org.br/
http://www.gruporosaeamor.org.br/