Arquivo da categoria: Reflexões

A tomada de consciência é apenas o início da jornada e o roteiro cabe a nós definir e acabar com a nossa própria resistência.

Autoconhecimento: superando a resistência à mudanças

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A vida seria bem mais simples se  a compreensão da nossa parcela de responsabilidade sobre os problemas fosse suficiente para promover mudanças em nossa resistência.

De início, pode parecer que descobrir que somos responsáveis por parte de nossas queixas e dificuldades é um problema de fácil solução – afinal de contas, “quem melhor do que eu para resolver meus próprios problemas?”

Na maior parte das vezes, porém, essa constatação chega como um banho de água fria – “a culpa é minha” – e o resultado é a paralisação: nós travamos e não conseguimos sair do lugar.

Um dos motivos porque isso acontece envolve a resistência à mudanças; temos uma tendência a nos acomodar e a nos acostumar ao modo como as coisas estão, criamos hábitos e rotinas e, quando surge a necessidade de mudar a nossa perspectiva ou o nosso comportamento, preferimos deixar tudo como está e evitar pensar a respeito.

O que muitas vezes foge a nossa compreensão, no entanto, é que hábitos e rotinas têm prazo de validade e se não os atualizarmos, eles caducam, começam a atrapalhar nosso dia-a-dia, provocam emoções negativas e impulsionam a pensamentos distorcidos e decisões ruins. Continue lendo

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Sucesso profissional e o que fazer depois do auge

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Ontem eu estava assistindo um vídeo da Jout Jout, que falava sobre o peso do sucesso profissional e imediatamente me veio uma cascata de recordações e revisões sobre a minha carreira e eu quero compartilhar com você.

Se tem uma coisa da qual me orgulho muito é, sem dúvida, da minha trajetória profissional.

Não foi fácil ou tampouco simples viver da psicologia clínica, passei muito perrengue atendendo convênio, trabalhando aos sábados ou até tarde da noite, mas eu tinha um objetivo e ele não era pequeno.

Eu queria antes dos 30 anos ter um consultório na Avenida Paulista, atender executivos e não trabalhar às sextas-feiras.

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Respeito é aquilo que nós merecemos. Mas você sabe o que é respeito?

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“Respeito é bom e eu gosto” e está na boca de todo mundo. Exige-se! Mas do que é que gostamos tanto? Você já pensou alguma vez ” a respeito”?

Há poucos dias fizemos uma postagem no Instagram (@psico.online) que afirmava que “Custa R$ 0 tratar os outros com respeito” e logo embaixo fizemos uma pergunta: o que é respeito?

Esperamos algumas opiniões que sugeriram que é tratar aos outros como gostaríamos de ser tratados ou talvez não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. Tem um pouco de diferença nessas frases, mas vamos deixar para outro post. Mas, embora envolva o assunto, não achamos que seja essa a melhor definição para o assunto.

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Viver é perigoso

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Chegou uma questão da Caixa de Segredos. Uma questão que muito me chamou a atenção, despertando grande interesse em responder à leitora, pois o potencial para autorrealização e a força que essa pessoa demonstrou quando confiou ao Blog seu sofrimento, é digno de atenção e um exemplo de coragem a ser seguido…

O questionamento relata uma profunda tristeza e incompreensão que se sente na leitura; é de uma tristeza persistente, invasiva, que dói na alma; uma tristeza que não encontra palavras para expressá-la, palavras para fazer as pessoas ao redor compreenderem a profundidade dessa dor; uma condição que traz cansaço, solidão, perda do prazer em atividades que, em outros momentos, traziam contentamento. Continue lendo

autocrítica no psicoonline

3 dicas para lidar com a autocrítica ou quando o vilão somos nós

4 min de leitura

Autocrítica: Lembra daqueles desenhos onde havia um anjinho e um diabinho nos ombros de uma pessoa, que ficavam opinando sobre o que ela deveria fazer? Pois é mais ou menos o que acontece em nossa cabeça quando nos auto avaliamos: o anjinho pode ser encarado como uma avaliação construtiva que nos impulsiona à mudança, já o diabinho é aquela avaliação destrutiva, que te diminui e não dá espaço para mudanças, quando damos atenção a esse diabinho ele domina o espaço e podemos ter sérios problemas!

3 dicas para lidar com a autocrítica

Você já se pegou lembrando alguma atitude e analisando-a se perguntou: será que foi o certo a ser feito? Depois de pensar e repensar questionou: será que foi boa ou ruim e, se deveria repeti-las ou não.

Esse processo chama-se autocrítica e é de extrema importância para nossas vidas, afinal é ela, que nos ajuda a conviver melhor em sociedade, alcançar nossas metas e aprimorar nossas competências.

Embora esse processo tão importante possa se tornar um problema e nos paralisar, isso só acontece quando passamos a nos julgar com crueldade e nos sentimos culpados pelos erros cometidos (que nem sempre são graves) como se fossem imperdoáveis.

Essa atitude, excessivamente autocrítica, costuma nos desestimular a concluir algum desejo ou sonho, ao mesmo tempo que nos cobra de alcançá-lo, o que aumenta ainda mais a angústia desse processo.

Não percebemos que estamos exagerando e continuamos nesse ciclo, achando sempre que podíamos ter sido melhores ou ter feito diferente, aumentando dia-após-dia nossa cobrança e sofrimento, por isso é muito importante identificar esse problema.

Conhecendo o que a autocrítica pode fazer, podemos mudar isso, fazendo com que ela se torne algo saudável, vamos conferir?

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13 Reasons Why e 13 reflexões sobre a série

6 min de leitura

Oi. Aqui não é a Hannah Baker. Não precisa ajustar… opa, peraí, precisa ajustar, sim. Seria muito bom se você pudesse se permitir ajustar algumas ideias à respeito de bullying, suicídio, relações familiares, amizades, empatia…

[SPOILER ALERT] não tem como não dar alguns spoilers durante nossas 13 reflexões, mas são pequeninos ok? 🙂

A primeira informação que tive sobre “13 Reasons Why” era de que se tratava de uma série sobre jovens deprimidos, a segunda, de que as ligações para o CVV haviam dobrado e a terceira, de que eles estavam no trendtopic do Twitter. Ok, confesso que não sou adepta das séries, porque não tenho maturidade suficiente pra administrar o tempo e quero assistir tudo de uma vez só, mas se a gente quer falar de um assunto, precisa entender a fundo do que se trata e lá fui eu pra minha maratona de 13 episódios num final de semana. Ao final, retorcida no sofá com a cena do suicídio, comecei a refletir sobre tudo o que eu havia aprendido a partir das histórias e das pessoas que as compunham.

Vamos as 13 reflexões que eu cheguei:

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A persistência da violeta

Persistência é a planta que deve ser regada

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Persistência, essa é a palavra deste texto. Sabe qual o motivo? Por persistência. Precisamos regá-la como tudo que é difícil de “pegar”.

Na minha terra, tem plantas que pegam fácil.
“Planta isso que vai pegar” diz a fulana na rodinha de conversa.
Faz isso ou faz aquilo.
Umas opiniões são boas e outras nem tanto.

“Ah, essa não vai pegar…” mas, tem outras plantas que não “pegam” nem com santa benzedeira. A persistência é uma dessas, que pegam, mas que você tem que trabalhar muito a terra para provar para fulana que ela estava errada.

Na verdade, persistência. Provar para si.

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Nise o coração da loucura, repleto de amor

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Semana passada, numa tarde fria, chuvosa e despretensiosa eu liguei a TV, acessei o Netflix e escolhi “Nise: o coração da loucura”. Primeiros dez minutos de filme e eu já estava chorando, Ok, que não precisa de muito pra me fazer chorar, já falei isso aqui, né?! mas olha, fui levada pra dentro de uma outra realidade, que diga-se de passagem, eu conheço razoavelmente bem.

Hospitais psiquiátricos sempre me chamaram à atenção, seja pelo mundo particular e misterioso de cada paciente/cliente, seja pelo trabalho minucioso e cuidadoso que se deve desempenhar ali, seja pela minha própria história familiar.

Só pra vocês saberem, eu escolhi estagiar dentro de um dos grandes hospitais psiquiátricos da região de Campinas e, sim, pensei em trabalhar com isso, mas a vida nem sempre segue o rumo que a gente escolhe pra ela. E me lembro que no primeiro dia, dentro de um lugar com portões trancados a 7 chaves, um cheiro forte, pessoas de todos os tipos, eu tive medo, mas sabia que precisava continuar e hoje consigo entender o porquê. Continue lendo

Acordar para a vida

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Acordar para a vida, todos os dias nos levantamos  e ao olharmos à nossa volta, muitas vezes, acabamos constatando que estamos descontentes com a situação em que nos encontramos e o lugar que ocupamos no mundo.

Devido às adversidades da vida, a tendência do ser humano é focar sempre nos problemas que o rodeiam, potencializando os sentimentos negativos como angústia e frustração.

Tudo acaba virando motivo de reclamação e a rotina acaba tornando-se avassaladora e destruidora de nossa essência e consequentemente passamos a ver somente o lado negativo das situações, das pessoas. Com um olhar pessimista, nos limitamos á enxergar apenas o lado ruim de todas ocasiões, acentuando o sentimento de insatisfação, angústia e vazio.

Para algumas pessoas, acordar é um grande pesadelo, os problemas e conflitos ocupam um lugar tão grande que impedem o ser humano de buscar soluções, enfrentamento diante das circunstâncias e motivação para reverter a situação. Continue lendo

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O perdão não é sentimento, é uma decisão

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A menos que você roube as pessoas, e se identifique com o crime, sem dúvidas você desaprova o ladrão que te leva a bolsa quando o semáforo está fechado, ou que te subtrai o carro no estacionamento do shopping.

O crime e o criminoso estão inseridos dentro de um padrão de conduta inaceitável socialmente, digno de repulsa, de ódio e de condenação.

Em outro cenário, se eu lhe perguntar qual sua posição quanto à traição conjugal, principalmente se você aposta todas suas fichas em um relacionamento afetivo, e nele canaliza seus sonhos, energias, economias e o planejamento da sua vida, invariavelmente sua resposta será de repúdio, inconformismo, nojo.

Pois bem, assim como o comportamento do ladrão e do traidor, vários outros atores sociais estão sujeitos a nos despertar para uma infinidade de sentimentos ruins, que comumente nos levam à ânsia de vingança, revanche, cobrança do débito, desejo de justiça, entre tantos outros.

Quando o ladrão age ele nos tira um bem material, que pelo direito conferido por investimento financeiro, é nosso; assim como na ação de traição conjugal, a parte infiel retira a segurança e dilacera com a reserva moral daquele que idealiza a fidelidade do parceiro ou da parceira.

Para estes dois casos, e outros tantos de desdobramentos análogos, existem dinâmicas que vão de encontro à nossa segurança, ao nosso bem-estar ou ao nosso direito de propriedade. Para todas estas situações, há apenas duas maneiras de enfrentamento: A Incriminação ou o Perdão. Continue lendo

dicas-para-quando-nos-sentimos-sozinhos

O que fazer quando você se sente sozinho ou sozinha

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Leia este quadrinho sobre sentir-se sozinho antes de avançarmos para o texto.

A primeira coisa a se fazer quando você se sente sozinho é entender o quanto isso é prejudicial ou o quanto é recompensador. Como no quadrinho acima, estar só é apenas estar só.

Embora vivamos numa sociedade globalizada, com muita gente a nossa volta: no trabalho, na condução, na família onde quer que seja, muito do “estar só” vem de algumas coisas que escolhemos para nós mesmos. Continue lendo

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O amor não dói, nem machuca

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A gente sempre ouve por aí alguém dizer “é tanto amor que chega a doer”. Como se para alguns, o sentimento fosse tão intenso que precisa ser acompanhado de dor e de fato, isso faz sentido. Ao colocarmos emoções tão intensas numa relação, o risco de que a dor exista é bastante alto.

Se falarmos de uma ruptura sentimental, a semelhança do que sentimentos é novamente com a dor. Parece que nos dói o coração. E, claro, é muito normal que a gente associe esse sentimento com o final de uma relação. Continue lendo

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LGBTQ e a luta diária pela igualdade de gênero

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Semana passada eu recebi um convite pra assistir a uma conferência com um cara que eu até então nunca tinha ouvido o nome, um tal de Jared Fox, responsável pela educação LGBTQ em Nova York.

Descompromissadamente me inscrevi e hoje lá fui eu, ouvir o que ele tinha pra falar à respeito da igualdade de gênero, o que tinha pra nos ensinar, já que a minha universidade é incrível nesse assunto, porque é a primeira e única em Madri a manter um centro de apoio aos estudantes LGBTQ (eles ostentam isso com muito orgulho). Continue lendo

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A desgraça alheia e a morbidez nossa de cada dia

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Por que será que nos atrai tanto a desgraça alheia? Será que somos mórbidos por natureza?

Me permito compartilhar essa reflexão com vocês depois de passar por várias experiência pessoais que me levaram à esses questionamentos. O mórbido, ou o drama, parecem ser apostas seguras quando o que queremos é chamar à atenção. Ou, ainda que não tenhamos essa pretensão, na verdade. Continue lendo