complexo de édipo, édipo rei, édipo

Complexo de Édipo

2 min de leitura

Complexo de Édipo, com certeza você já ouviu esse termo, mas sabe do que se trata?

A tragédia do Édipo Rei, escrita por Sófocles há mais ou menos 2500 anos, narra a história de um rei com o nome Édipo, que sem saber, mata seu próprio pai e casa com sua mãe, ignorando o vínculo que os ligava.

Daí o nome que se dá a algo que acontece na vida de todo mundo, de acordo com as investigações do tio Freud, pai da Psicanálise: o complexo de Édipo.

Freud descobriu  que existe um período, entre os três e os seis anos de idade, em que as crianças experimentam uma espécie de enamoramento ao genitor de sexo oposto ao seu

E ainda que muitas pessoas não deem importância ao fato do menino dizer que quer se casar com a mãe ou a filha dizer que quer se casar com o pai, pensando ser isso só coisa de criança.

Diversos estudos demonstram que não só as crianças falam sério, mas que também podem sofrer sérias consequências se não receberem dos pais a ajuda necessária para resolver adequadamente a situação.

Com frequência, estas crianças estão dominadas pelo fator emocional, gerado por sua relação com um dos pais, tendem a ter poucos amigos e a sofrer crises de ciúme quando estes preferem estar ou fazer algo com outro amiguinho.

O que acontece com as crianças que aos seis ou sete anos conseguem resolver essa questão edipiana adequadamente:

  • Adquirem autonomia, começam a se desinteressar pela impressão que causam em seus pais;
  • Se demonstram mais sensíveis às condições sociais;
  • Se interessam cada vez mais na vida das outras crianças com a mesma idade que ela e nas atividades que elas desenvolvem;
  • Se desenvolvem bem dentro de casa, na escola e em atividades lúdicas;
  • Os pesadelos que os fazem dormir com os pais e o ciúme, cessam ou diminuem notavelmente.

Nos casos em que a criança não conhece seu pai, a mãe deverá falar abertamente com seu filho sobre o tema e o mesmo para as crianças que não tem mãe. Por diversas razões, que podem ir desde a falta de um companheiro até a má relação de casal, não é raro encontrar casos de pais e mães que buscam, talvez de maneira inconsciente, que seu filho se converta em substituto de seu par.

Se essa criança chega a vida adulta sem ter quebrado essa “relação de casal” que aconteceu com seu pai ou mãe, o mais provável é que enfrente dificuldades para estabelecer um vínculo amoroso, forte e duradouro com alguém.

O papel, dentro da dinâmica triangular pai-mãe-filho(a), que opera na mente da criança, é determinante em seu desenvolvimento, razão pela qual é tão importante que se localize de maneira adequada na posição que lhe corresponde.

O Complexo de Édipo é coisa séria e precisa ser monitorado com cautela, para que não haja nenhum percalço no desenvolvimento da criança.

Se acha que precisa de ajuda para lidar com essa fase, não hesite e procurar por um psicólogo ou psicóloga infantil, eles podem te ajudar muito na tarefa de educar de maneira saudável.

Retirado de Psicologia para niños (traduzido e adaptado)

Você vai gostar de ler também:

pedir um tempo na relação

Pedir um tempo: isso funciona?

3 min de leitura

Pedir um tempo… “tempo, tempo, tempo, tempo, és um dos deuses mais lindos” (sim, eu escrevi essa frase cantando) 😛

Se você nunca passou por essa situação talvez seja difícil opinar, mas certamente tem uma ideia à respeito do tal tempo nos relacionamentos, não? Pois bem, será que existe uma fórmula certa sobre a função desse afastamento entre os casais? Bora pensar: (mais…)

Você vai gostar de ler também:

casal sentado no trilho com coração partido

Da Traição

2 min de leitura

Traição: andei debruçada sobre este assunto, antes de mais nada sei que isso não costuma ser visto como mérito algum e de fato não é. O mérito que há é o de você conseguir ser coerente neste momento, não estou falando conivente, mas coerente com você, com a sua história, com a história de vocês e não dar a ela o trágico final esperado. Se for de sua vontade e se estiver preparada para por um ponto final… parabéns! Você passou de nível nesta vida, mas traicaorespeite-se, não se entregue às cenas de folhetim, não se entregue ao sentimento de vingança que irá lhe atacar, não se entregue à tristeza, não se entregue ao sentimento de culpa que você muito possivelmente irá atrair na intenção de diminuir o objeto da sua dor.

Racionalizando: racionalizando sobre, descobri que existem fatores quase matemáticos que explicam à você a grande pergunta… Por quê? Por que ele me traiu? Por que ele estragou tudo? Por que se a nossa música era linda, se nosso primeiro, segundo e trigésimo encontros foram perfeitos? Se o nosso casamento era perfeito, por quê?

Porque ele(a) não te traiu, apenas descobriu o que deveria ter descoberto antes de qualquer relacionamento… agora sabe que pode existir, independente de você e não é todo mundo que consegue ter essa consciência e vivencia-la de uma forma saudável. Todos deveriam descobrir-se senhor de seu destino antes de se relacionarem, assim, quando em um relacionamento, já teriam plena consciência de sua condição de escolha e não se deslumbrariam como crianças para um novo brinquedo, saberiam que brincavam daquilo que escolheram e não delegariam ao outro as responsabilidades de suas opções.

Alguns já se aperceberam desse “fator libertador,” mas foram cegados pela paixão e quando esmorecem os efeitos desta, se não houver um amor construído, as coisas podem tomar novos rumos.

Administrando perdas: Uma das coisas mais cruéis do fim de um relacionamento, é que ele meio que arruina de imediato os filmes, livros, lugares, amigos e músicas que vocês compartilhavam e para isso eu tenho uma boa dica: ao invés de fugir das coisas e espernear coraçãoquando cruzar com elas, associe-as à outras pessoas e eventos, se agora não dá não tem problema, escute a música de vocês, lembre-se do que era bom, se for pra chorar vivencie essa dor logo, para que ela dê lugar a novos sentimentos.

Seguindo esses passos chegará a um lugar que não imaginava chegar. É quase como a iluminação para o budismo (risos), um lugar lindo, novo e cheio de oportunidades de ser feliz… Um lugar onde cabe felicidade, renovação e até perdão se você assim desejar. Um lugar chamado futuro.

Eu aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito
William Shakespeare

Por Rosemeri Martins – Estudante de Psicologia

Veja também outros textos relacionados a Traição:

 

Você vai gostar de ler também:

Qual o tipo do meu ciúme? Normal, Delirante ou…

1 min de leitura

Ciúme, ciúminho ou uma certa insegurança?

Ciúme - Quem é essa ai Papai
“Quem é essa ai, Papai? Tá cheia de assunto, heim?” A cantora Ivete Sangalo, protagonizou uma cena que viralizou na Internet e virou um meme.

Por que ela curtiu sua foto?
Por que não posso ver seu celular?
Por que você está olhando pra ela?
E por que eu me sinto tão mal por isso?

Ninguém está livre de ciúmes e um pouco de ciúmes não faz mal a ninguém. Sentir ciúme de você é incontrolável e o mundo está cheio de pessoas ciumentas, frases de ciúme, música de ciúmes, filmes sobre ciúmes. Ninguém está imune. Tenho ciúme e pronto!

Sentir ciúmes pode parecer embaraçoso, desconfortável ou até mesmo engraçado. Esse sentimento, bem como suas manifestações, é capaz de trazer um certo receio por parte da pessoa que sente, assim como por parte da pessoa que é alvo desse ciúme. Agora, será que se pensarmos em “normalidade” existe algum padrão para tal sentimento?

Segundo Santos (2002), o ciúme pode apresentar três “níveis”: o Normal, o Neurótico e o Delirante (paranóico).

O ciúme “Normal” é aquele que, como o próprio nome sugere, não extrapola nenhuma questão pessoal do indivíduo, ou seja, quem sente sabe que sente e não se sente mal com isso e, de modo geral, não chega a gerar brigas e desentendimentos.

O ciúme “Neurótico” é aquele onde a pessoa que sente sabe que está exagerando, é o ciúme daquele amigo de infância totalmente inofensivo que nós tanto odiamos, esse sentimento já pode oferecer risco para o relacionamento.

O ciúme “Delirante” já é aquele onde a pessoa que sente chega a acreditar em traições que nunca se concretizaram, é geralmente quando se apresenta esse tipo de ciúmes que acabam ocorrendo os crimes.

Não se pode desconsiderar que esse sentimento é egocêntrico, é um sentimento relacionado apenas a quem sente. Sendo assim, qual é o seu tipo de ciúme quando falamos de relacionamentos amorosos? Será que é interessante fazer um acompanhamento profissional?

Referência: SANTOS, Eduardo Ferreira. Ciúme e Crime: Uma Observação Preventiva. Psic, Cerqueira César, v. 3, n. 2, p.74-77, 2002.

por Wellington Cayret

Você vai gostar de ler também: