Anúncio

Castidade: como podemos entendê-la?

0
(0)
1 min de leitura · 

Se você achou que a gente ia explicar sobre a castidade descrita na bíblia e pregada pelas religiões, ops, enganou-se.

Vamos usar um texto que associa a castidade a pureza; a pureza de alma, de coração, a pureza que tem a ver com a verdade. Se você acha que estamos tentando subverter as coisas, dá um pulinho no dicionário e procura o significado de castidade e vai ver que ela também significa pureza 😉

Por meio dessa pureza você terá conexão com seu coração. Você poderá ter plenitude, transparência e tranquilidade. E para isso precisará usar a verdade, sempre e acima de tudo.

Se você usar a sinceridade como premissa para a vida, se bastará. Não precisará mais buscar fora e nas situações exteriores do mundo, as satisfações. Simplesmente porque não haverá nenhum buraco para tampar, nenhuma dor para amortecer, nenhuma mentira para sustentar.

Por meio da castidade, dessa conexão com o TODO que somos, nossas ações podem ser regidas pela intuição, pela voz que, podemos dizer, vem do coração.

Quando você se conecta com esse todo, todas as ações: comer, falar, dormir, comprar e consumir serão apenas para suprir o necessário, sem excessos. Porque não haverá nenhum objetivo ou intenção obscuros por detrás de suas atitudes.

Haverá somente o respeito a você e aos outros. 

 

E o primeiro passo para garantir essa castidade, é olhar pra si, conhecer e reconhecer quem você é. Encontrar-se com suas sombras, seus medos, seus monstros. Acalmá-los, respeitá-los e integrá-los.

Só nos conhecendo de verdade e respeitando quem somos, podemos ressignificar e evoluir, em busca daquilo que almejamos.

Então, pra finalizar, castidade até pode ser: abstinência total de pensamentospalavras e obras sensuais, mas antes de tudo, precisamos fazer ela valer a nosso favor.

Precisamos buscar a pureza de pensamentos e atitudes para conosco, quebrando com toda a ação que nos machuca e nos priva da conexão com aquilo que temos de mais precioso: nosso EU interior.

Fonte de inspiração: Siga o mestre – o livro do autoconhecimento.

Imagem: Christian Schloe

O quanto este post foi útil para você?

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Share
Published by
Raquel Ferreira

Recent Posts

Quando paramos de nos preocupar com os outros…

Quando paramos de nos preocupar com os outros, a primeira vista, idealizamos que nossa vida…

1 mês ago

Infelicidade: me apeguei a ela e agora?

Infelicidade é a palavra felicidade com o prefixo de privação ou negação. Pode ser compreendida…

3 meses ago

Masturbação Infantil: não fique na mão com o assunto.

Esses dias respondi algumas perguntas sobre Masturbação Infantil para o site bebe.com.br e, como eles…

3 meses ago

E quando sobra pra gente?

"Sobra pra gente" o que sobrou pra você ou para mim? Quem nunca levou "uma"…

3 meses ago

Escutar, ouvir e falar. O que você tem feito?

Ouvir ou escutar remete a ações muito parecidas. Muita gente sabe a diferença, mas no…

3 meses ago

Será que eu sou gay?

Gay, homosexual, será que meu interesse sexual é assim ou assado? Lembro da primeira vez…

3 meses ago

This website uses cookies.