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Black friday, uma semana depois

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Hoje faz uma semana que aconteceu a tão esperada black friday. Passou rápido, né? Você fez boas compras? Conseguiu aquele item que tanto desejava?

E a fatura do cartão de crédito para o próximo mês, como ficou? Tá preocupada com o salário que talvez não cubra os gastos da black friday? Tá desesperado porque a parcela do décimo terceiro não vai dar conta do tanto de coisas que você comprou na última sexta-feira?

Agora eu te pergunto, prometo que é a última, você realmente precisava de tudo o que comprou?

Eu confesso que me peguei no meio de uma dessas lojas de departamentos, que vendem tudo a preço de banana nessa época, lotada, com gente se espremendo pra conseguir pegar o iphone, o perfume, a calça, o sapato. De repente me dei conta de que eu não precisava de nada daquilo, nem precisava estar ali e nem perdendo meu tempo (precioso) na frente do computador, vasculhando os melhores sites com as melhores ofertas. Fui pro bar, chamei uns amigos e passamos horas ali, tomando vinho e falando da vida, disso sim, eu precisava. 

Depois me pus a refletir sobre o consumismo, sobre a lei da boiada que a gente segue e nem se questiona. Sobre comprar o que não precisa, perder o tempo, gastar o que não tem. Sobre acumular dívidas, não priorizar o que importa, não se organizar.

Pensei no Bauman, nas coisas líquidas e na liquidez das nossas vidas. Conclui que precisamos sair dessa. Precisamos despertar desse consumismo. Precisamos saber para onde vamos ou pelo menos, para onde queremos ir. (Re)assumir o controle. Pensar. Agir.

Em tempos voláteis, saber quem se é, do que se precisa e manter a consciência, pode salvar a sua vida.

Sai desse automatismo. Para de seguir padrões. Para de repetir conceitos. Cria. Inova. Arrisca. Acorda!

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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Raquel Ferreira

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