Arquivo do Autor: Emerson Puche

Sobre Emerson Puche

CRP 06 / 131902 Psicólogo graduado pela Faculdade Anhanguera Educacional da cidade de Campinas/SP, pós graduando em Intervenções Psicossociais no contexto das Políticas Públicas e Docência do Ensino Superior na área da Saúde pela Faculdade Campos Elíseos de São Paulo. Formação acadêmica com ênfase em Plantão Psicológico. Psicólogo Clínico e Agente do Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar do Estado de São Paulo desde 2016. Busca constante aprimoramento na Abordagem Centrada na Pessoa, da linha Humanista. Atualmente investiga as relações interpessoais em Mediações de Conflitos. Telefone: (18) 99108-4423

Cada coisa em seu lugar. Você tem aceitado isso?

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“Pra começar, cada coisa em seu lugar…” Assim começa a música “Um dia após o outro”, do cantor e compositor Tiago Iorc. A letra fala de superação, ponderação, paciência e esperança, e no conjunto da obra, a bela canção da nova MPB nos leva à reflexão de que para se alcançar o tão almejado equilíbrio, não devemos acelerar o processo natural dos acontecimentos.

E você? Tem aceitado que cada “coisa esteja (e permaneça) em seu lugar” ou a ordem das pessoas, dos acontecimentos e do seu universo, de maneira geral, lhe parece desordenada?

Você tem parado para escutar o seu corpo? Tem obedecido a vontade da Natureza agindo sobre ele, ou constantemente tem se esforçado em tirar as coisas do lugar? Continue lendo

perdão, perdoar, ressentimento

O perdão não é sentimento, é uma decisão

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A menos que você roube as pessoas, e se identifique com o crime, sem dúvidas você desaprova o ladrão que te leva a bolsa quando o semáforo está fechado, ou que te subtrai o carro no estacionamento do shopping.

O crime e o criminoso estão inseridos dentro de um padrão de conduta inaceitável socialmente, digno de repulsa, de ódio e de condenação.

Em outro cenário, se eu lhe perguntar qual sua posição quanto à traição conjugal, principalmente se você aposta todas suas fichas em um relacionamento afetivo, e nele canaliza seus sonhos, energias, economias e o planejamento da sua vida, invariavelmente sua resposta será de repúdio, inconformismo, nojo.

Pois bem, assim como o comportamento do ladrão e do traidor, vários outros atores sociais estão sujeitos a nos despertar para uma infinidade de sentimentos ruins, que comumente nos levam à ânsia de vingança, revanche, cobrança do débito, desejo de justiça, entre tantos outros.

Quando o ladrão age ele nos tira um bem material, que pelo direito conferido por investimento financeiro, é nosso; assim como na ação de traição conjugal, a parte infiel retira a segurança e dilacera com a reserva moral daquele que idealiza a fidelidade do parceiro ou da parceira.

Para estes dois casos, e outros tantos de desdobramentos análogos, existem dinâmicas que vão de encontro à nossa segurança, ao nosso bem-estar ou ao nosso direito de propriedade. Para todas estas situações, há apenas duas maneiras de enfrentamento: A Incriminação ou o Perdão. Continue lendo