adolescente e suicidio

Adolescente e suicídio: relação com a família

3 min de leitura · 

O Adolescente é uma pessoa que está em uma fase com diversas descobertas e que busca apoio na sua rede de relações.

Vamos falar sobre os fatores de risco do suicídio do adolescente, bem como as características de propagação entre os que tentam ou cometem suicídio. 

Por meio de estudos nacionais e internacionais, foi possível identificar alguns fatores de risco que têm sido associados ao comportamento suicida, tais como transtornos psicológicos, uso de álcool e/ou drogas, exposição à violência, conflitos familiares, história de suicídio na família e experiências estressoras do adolescente. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (World Health Organization – WHO), aproximadamente um milhão de pessoas morreram devido ao suicídio no ano de 2000.

Foi possível identificar que há diferenças entre os gêneros e, observou-se que as tentativas de suicídio são mais frequentes em adolescentes do sexo feminino, porém, o suicídio consumado é maior em adolescentes do sexo masculino, pois eles utilizam-se de meios mais agressivos em suas tentativas. 

Dentre os principais fatores de risco, destaca-se a depressão como tendo um papel fundamental no desenvolvimento de pensamentos e comportamentos de morte. 

Conhecer os principais fatores de risco associados ao suicídio e as diferentes formas de manifestação dos sinais a ele associados, pode ser um passo importante para o planejamento de programas de prevenção [1]. 

Mas quais são os principais fatores e será que você está dentro deste grupo?

Quem Está em Risco ?

Além  da depressão, o abuso de álcool também é um dos principais geradores de pensamentos suicidas.

Há também casos em que o suicídio ocorreu de forma impulsiva diante a um colapso financeiro ou dificuldades em reagir sob circunstâncias difíceis de serem enfrentadas.

Outras situações vivenciadas como: desastres, violência, abusos ou perdas, são associados com o comportamento suicida. 

As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas e LGBTQIAP+ entre tantos outros[2]. 

Família e a tentativa de suicídio do adolescente

A família, pode influenciar de forma positiva ou negativa, ajudando em nossa construção como indivíduos, bem como fatores sociais.

A família é capaz de deixar sequelas que acompanharão você por toda a vida ou ser o apoio que você precisa quando se sente frágil diante das coisas que acontecem no mundo.

Os adolescentes enfrentam diversas situações no ambiente familiar que, quando não são bem compreendidas e analisadas, podem levar a um desequilíbrio emocional, podendo assim, desencadear fatores que incitam ações suicidas.[3]

Nesses casos, nem sempre será fácil compartilhar o nosso sofrimento com amigos ou os próprios familiares com medo de represálias, tendo assim nosso sofrimento invalidado. 

Aí é que entra em ação os profissionais da área da saúde como psiquiatras e psicólogos e também o Centro de Valorização à Vida – CVV prontos para acolher. 

O primeiro passo é o mais desafiador, mas um passo necessário para que você seja capaz de se fortalecer cada vez mais. 

Recomendamos a leitura também:

Fonte:

[1] https://www.who.int/mental_health/media/counsellors_portuguese.pdf

[2]https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5671:folha-informativa-suicidio&Itemid=839

[3] BAGGIO, L.; PALAZZO L.S.; AERTS D.R.G.C. Planejamento suicida entre adolescentes escolares: prevalência e fatores associados. Cad Saúde Pública, v. 25, n. 1, p. 142-150, 2009.

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Guilherme Camargo Ramos

Psicólogo clínico. Atua na abordagem comportamental CRP 06/154943. Já participou de cursos, palestras e simpósios sobre a análise do comportamento e suicídio. Amante de tecnologia e cultura japonesa. Atualmente, trabalha como voluntário no (CVV) Centro de Valorização à Vida. Telefone (11) 97782-8238

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