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Abraçar é como acariciar a alma: abraça-me

2 min de leitura · 

Hoje vamos contar a história de Felipe, um jovem cacto que buscava abraçar e ser abraçado, na intenção pura e sincera de que isso mudaria sua vida.

Dar um abraço é algo muito simples, mas você já se perguntou o que aconteceria se ficássemos sem abraços? Quanta angústia pode sentir uma criança que tem um abraço negado? Pois é nisso que se baseia a idéia de Simona Ciraolo, que produziu um maravilhoso livro ilustrado que fala de uma família cujos membros acreditam que abraçar-se, ou expressar-se emocionalmente, é sinal de fraqueza.

 

O personagem principal é Felipe, um jovem cacto que só queria um pouco de afeto para ser feliz. Porém, em sua família todos acreditavam que um abraço era símbolo de fraqueza e debilidade.

 

 

 

Profundamente triste e insatisfeito, um dia ele encontra um enorme balão amarelo no meio do deserto. O balão era valente e seguro. Porém, aquela relação tão desigual estava fadada ao desastre.

 

 

Felipe sentia uma grande dor por ter perdido seu amigo, mas ninguém em sua família lhe compreendia, nem era capaz de lhe dar consolo. Ao contrário, todos o repreendiam e gritavam com ele.

Ao chegar a esse ponto, sem nenhuma expressão de afeto, cheio de tanta frieza e incompreensão, Felipe abandona sua família e parte em busca de alguém que o queira e entenda. Tristemente, todas as pessoas com quem ele tenta falar lhe afastam, se assustam e saem correndo… E logo o jovem cacto se dá conta de que não é bem-vindo.

e assim, termina sozinho. A princípio não desfruta de sua solidão que enriquece a alma, mas se vê diante de uma solidão forçada e que lhe causa cada vez mais danos, gerando angústia e amargura. Porém, com o passar do tempo aprende a viver sozinho e até passa a gostar de sua própria companhia.

 

Mas então acontece um milagre: escuta o choro de uma pedra, um choro desolador, que transmite profunda solidão.

 

 

Felipe não precisa pensar, ele sabe exatamente o que precisa fazer: abraçar a pedra!

Ainda que “Abraça-me” seja um livro infantil, seus ensinamentos ultrapassam as fronteiras da idade. Na verdade se trata de uma história de crescimento pessoal, onde o protagonista precisa se recompor dos golpes e recuperar-se de uma infância marcada pelo distanciamento emocional de seus pais.

Leia também: Abraço seguro para pessoas tristes

Se soubermos ler nas entrelinhas e não nos limitarmos a realizar uma interpretação superficial, descobriremos que seus ensinamentos são muito profundos:

  • Por mais danos que nos causem, temos a capacidade de nos curar e seguir em frente, até encontrar aquilo que buscamos e merecemos;
  • O desespero e a angústia podem nos levar a estabelecer relações inadequadas, onde todos saem feridos;
  • Só quando nos aceitamos, quando nos queremos tal e como somos e aprendemos a desfrutar de nossa companhia, poderemos estabelecer relações saudáveis e satisfatórias com os demais;

Essa história também é uma celebração a “sensibilidade interior” em uma cultura que fomenta um exterior espinhento. Se trata de um conto que nos recorda que apesar das circunstâncias, sempre teremos opções, e que nossa incapacidade de darmos conta disso é provavelmente nossa maior limitação.

Retirado de Rincón de Psicología (traduzido e adaptado)

 

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