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A vida é. Apenas isso. A vida é, simples assim, pelo menos parece tão simples, mas não é. Ou será que é? Ou ainda será que depende de quem a olha e de que ponto de vista a observa?

Desculpe as questões, este post pode ser bem confuso – como a vida – ou quase poético, como a vida também pode ser.

Contudo ele surgiu depois de várias conversas sobre o que é a vida e também sobre o que ela não é.

E como a conversa durou mais de uma semana e envolveu mais de uma pessoa, resolvi trazer ela para cá com um pouco mais dessa visão de vida. Claro, no modelo do Blog, levantando questões para você pensar, e assim quem sabe, marcar uma sessão comigo ou com outros profissionais aqui do site? Só marcar.

A entidade vida

Quando olhamos para essa entidade, “a vida”, nós a formatamos. Fazemos uma abstração, uma imagem que usa muito da nossa parte intelectual, cultural, imaginativa. Damos forma a ela. Modelamos com base em um molde, modelo ou padrão que foi construído com os dias que, pasmem, vivemos.

Atribuímos valor ou valores a ela, custos e também damos preço e outros mil atributos. A vida é bela, a vida é uma merda, a vida é boa, a vida é má, a vida é tanta coisa com esses atributos que para simplificar, a vida só é. 

Tantos filósofos já se debruçaram sobre o seu sentido e nós, vamos utilizando a herança deles, para incorporar e montar a “nossa vida”.

Moldamos à imagem “da vida”, à vida. Damos a ela nosso tempo. Damos a ela nosso conhecimento. Nossas crenças. Damos, oferecemos sem querer nada em troca. Ou queremos?

Às vezes nem nos damos conta que cobramos isso dela e de nós mesmos, e cobramos um preço bastante injusto. Mas esse já é outro papo.

Nossas “vidas”, que nem sempre damos o devido valor, preço, custo ou outras maneiras de percebê-la, ou a nós mesmos, se misturam e se tornam indissociáveis. 

Alguns acreditam que, nem nossa, a vida é. Porque ela só é algo quando é parelha com a vida “dos outros”.

Damos o que temos e também o que não temos. Somos reflexo e refletimos.

Eu sinto a vida quando dou parte da minha ao outro. Quantos minutos da minha vida estou deixando aqui, neste texto? Quantas vidas serão afetadas? A sua, leitor ou leitora, já está se transformando, no que? Não sei. 

“Amo” quando a vida do outro afeta a minha vida de forma a transformá-la, em vidas, na vida. E todo contato, a transforma. Todo minuto a altera. E ela continua sendo apenas ela, a vida.

Misturamos nós a ela, a essa tal “vida”. Essa entidade gigante ou curta.

E não está errado, nem certo, apenas está sendo.  Nós é que podemos errar ou será que somos mais que “a vida”? 

Percebe a pegadinha? Na vida somos e estamos ao mesmo tempo.

Damos a nossa visão “da vida”, para a vida. Mas se ela é, como nós a transformamos? E sim, a transformamos a todo instante, com o tempo e com as outras mil ferramentas e atributos que atribuímos a ela.

Colocamos aquilo que acreditamos, tiramos aquilo que julgamos que precisa ser tirado, alteramos aquilo que nos causa prazer ou dor, em busca de equilíbrio. Aquilo que percebemos. Aquilo que experienciamos. Aquilo que “vivemos”. Que acreditamos saber. 

E para mim, parece que ainda temos tanto para ver, aprender, experimentar, conhecer, sentir… Somos afobados (ansiosos) e constantemente inquietos: “ou já logo conhecemos tudo”, ou “já logo queremos conhecer tudo” ou já logo sentenciamos ela é boa ou ela é má. A vida é. 

A vida é

Já experimentou vê-la passar, num banco ao sol ou à luz da lua? A vida é boa ou é ruim nessa hora?
Olhando o todo ou o nada, só o tempo? Deixando a vida fluir. A vida é o que?

Se nem isso vemos ou experimentamos: usando nossos sentidos e aquilo que ainda nem sentimos? Afinal ninguém é um saco cheio. Só se fica de saco cheio. 

Ninguém aprende tudo, sente tudo. Mas todos aprendem e dão forma a vida, e também falam “da vida”. 

Contudo, ela é tão diversa.

Tem gente que tem “boa vida”, e que eu não trocaria pela minha.

Tem gente que tem “a vida” dura, mas o que é vida dura? A sua é mole?

E tem gente que só vive a vida, mas será que dá? Eu, escrevendo este texto, tendo a dizer que dá sim, mas não me arrisco dizer se a vida é boa ou é má.  A vida, apenas é.

Trazer uma criança para esta “vida”.

Uma parte da conversa sobre a vida vem sobre conceber a vida. Sobre olharmos para o mundo de hoje, com pandemia, com violência, com tanta coisa urgente e pensar: a vida vale a pena?

Toda vez que chego a essa parte da conversa lembro deste vídeo: https://www.facebook.com/1744142485817757/videos/716495139302521 que está lá no Facebook do Psico.Online.

Ele fala do quanto “as vidas mudaram”. Do quanto nossa visão acerca a urgência, nos faz tender às emergências que precisam de ações imediatas, mas a vida não é só imediatismo. A vida é o que ela é. Boa em muitos momentos, má em tantos outros aspectos, e o quanto atribuímos à vida coisas que nós é que poderíamos mudar?

5 sugestões para você fazer da vida…

Sou apenas um rapaz, latino americano, com as minhas experiências e que não servem de nada quando encontro algo na vida que nunca tinha encontrado.

Aliás, mais ou menos, essas experiências me fazem construir e desconstruir medos, receios, desejos, visões para tentar acertar na vida. Na minha. Na sua que está lendo este texto até aqui.

Perdi a conta de quantas vidas já afetei com a criação deste site. De quantas vidas, foram afetadas por todos os indivíduos que foram também afetados numa rede impossível de imaginar. Uma vida afeta a outra, que transforma vidas. Lembra?

E dessa forma, deixo 5 sugestões para você fazer na vida e quem sabe, daqui uns dias, você afetar a minha vida com sua atitude?

1 – Faça coisas que você nunca imaginou fazer na vida.

2 – Faça terapia, questione-se e questione a vida, observando quando você está indo para um lado ou para o outro e perdendo o equilíbrio ou a passada para “acompanhar” a vida.

3 – Permita-se mudar de vida, encontrando maneiras diferentes de ver o mundo. Ouvindo quem você nunca concordaria na vida e tentando entender a vida dessa pessoa.

4 – Mude a vida de alguém para melhor, por menor que seja a ação. Elogie alguém sem interesse, faça uma gentileza, converse com um estranho. Ofereça parte da sua vida a vida.

5- Leia, escreva, fale sobre a vida. Compartilhe-a convivendo. Ouvindo. Entendendo que nenhuma vida é igual e que no fundo, todas têm muita semelhança.

Finalizando

Falar ou dar dicas para se fazer na vida tem de “baciada” na Internet, nos livros, nas conversas e salas reais ou virtuais. Todo mundo gosta de se meter na vida alheia e é um exercício difícil olhar para a própria vida.

Há muita gente que pode pensar que vejo a vida com um olhar pesado, desacreditado e quero aproveitar este texto para dizer que não é assim. Não sempre.

Quero depor que minha vida, em todo o seu percurso, já mudou de tantas formas que aprendi a olhá-la como algo mutável. Imprevisível.

Haverão momentos previsíveis, claro, mas também muitos momentos imprevisíveis.

Dias que não conseguirei escrever um texto e dias que escreverei o dia todo. Há dias de sexo. Dias de prazer e de dor. Há dias de viagem. Há dias tediosos. Há dias que serei insuportável para mim e dias que mudarão a minha vida, por saber que mudei a de alguém para melhor, naquele instante, e que serão fantásticos na sua simplicidade.

Muitas vezes vi a vida com um olhar pessimista, realista, duro e sem romantizá-la. Nesses momentos também fui contrariado e me mostraram vidas diferentes, vidas que são incomparáveis. E hoje, com o tempo, na vida, sei que posso esperar muitas coisas da vida.

Na clinica, todos os dias, mudo a minha vida e espero mudar a vida de alguém um pouquinho. Na minha vida, torço para que eu veja grandes e pequenas coisas, que possa tentar compreendê-las ou não, mas que possa voltar a este texto e dizer: minha vida me mudou e agora, mudo de vida.

No final, a vida não é boa e nem má. A vida é. Nós somos e estamos, ao mesmo tempo, vivendo essa vida que muda conforme a cultura, o tempo, a individualidade e a interação com o outro.

“É a vida” e você pode ler esse trecho, entre as aspas, com diferentes entonações. A minha, hoje, pode até soar estranha, ao final deste texto, me faz lembrar da música: https://open.spotify.com/track/6IBYNkdYt6UePLysFn6xu9?si=b65ad4b7e0d54b48

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Sobre os Autores do Post:

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Psicólogo CRP 06/154.661 - Formado Psicologia e em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital. É um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

2 comentários em “A vida não é boa nem má, a vida é. 5 sugestões para você fazer…

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