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A tirania da beleza feminina

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Ah a beleza feminina!

O ser humano luta desde a antiguidade contra o envelhecimento e a morte, buscando com insistência o “elixir da eterna juventude”.

Mas é na atualidade que percebemos essa luta levando-nos a extremos preocupantes.

Hoje em dia e muito especialmente entre as mulheres, ter um corpo perfeito e um rosto livre de rugas e de outras marcas do passar do tempo, se associa poderosamente não só com a juventude, mas com a felicidade e o êxito.

São os meios de comunicação os que mais contribuem (patrocinados pela indústria cosmética e estética) para que as pessoas interiorizem a ideia de que beleza e juventude são sinônimos de felicidade e de satisfação com a vida. Ao contrário, gordura e velhice se associam fortemente com infelicidade e insatisfação.

E ainda que pouco a pouco os homens venham sendo objetivo de campanhas de cosméticos e de cirurgias estéticas, é na mulher que a indústria da beleza foca com força. A imagem “ideal” que propõem da mulher, corresponde com um corpo magro e jovem, algo praticamente impossível de se conseguir para a maioria das mulheres.

“A beleza exterior não é mais que o encanto de um instante. A aparência do corpo nem sempre é o reflexo da alma” (George Sand).

A mulheres, e especialmente as adolescentes, diante de tanta pressão social por sua imagem, acabam por se sentir insatisfeitas com seu corpo e tendem a sofrer em numerosas situações problemas relacionados com a conduta alimentar, como bulimia e anorexia. Além disso, a obsessão por ter um rosto jovem está provocando um gasto desmedido de dinheiro em “retoques” e cirurgias que, ao final, dão como resultado rostos “clonados” e sem personalidade.

Leia também: Autoestima, mas afinal, o que é isso?

Diante dessa questão e de tamanha tortura, que podem fazer as mulheres?

  1. Educação: as atitudes negativas dos adultos, pais, mães, professores, meios de comunicação, sobre gordura e marcas de envelhecimento, chegam rapidamente às crianças e essas interiorizam as informações mais rapidamente ainda. É preciso transmitir outros tipos de valores, que não estejam associados a imagem de pessoas, mas a saúde, a qualidade de vida…
  2. Autoestima: potencializar a autoestima, valorizar-se pelo que é. Geralmente se relaciona a baixa autoestima com a insatisfação que se tem com o próprio corpo. Autoestima alta precisa de autoaceitação: gostar-se com o corpo que se tem e não frustrar-se por não ter o corpo e o rosto “ideal” que a publicidade nos impõe.
  3. Resistir a pressão social. É preciso que sejamos muito mais críticos com as mensagens que nos enviam pelos meios de comunicação sobre o que é melhor para nós com respeito ao nosso corpo.
  4. Cuidar-se. Ser crítico com ter um corpo excessivamente magro não significa que não devamos nos cuidar. Fazer esporte moderadamente, nos alimentar de forma saudável, é muito recomendável para que cuidemos de nossa saúde, que é o que verdadeiramente importa.

“Somente se me sinto valioso por ser como sou, posso aceitar-me, posso ser autêntico” (Jorge Bucay).

Retirado de Don Psico (traduzido e adaptado).

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