videogame guia de sobrevivencia para pais

Videogame: Guia de sobrevivência para pais e filhos

5 min de leitura

Outro estudo vinculou o videogame à agressão.

Quando eles estão jogando demais e como você deve escolher os jogos?

A maioria dos pais preferiria que seus filhos passassem mais tempo lendo livros do que jogando games violentos porém outro estudo, publicado no JAMA Pediatrics, confirma que seus instintos estavam corretos.

Videogames violentos estão novamente ligados a um aumento na agressão.

Veja bem, aumento e estimulo, não significa que seja responsável ou o principal motivador.

Que fique claro que essa pesquisa não diz que o jogo ou jogos eletrônicos deixa as crianças violentas!

As crianças que relataram jogar jogos violentos eram mais propensas a pensar e fantasiar sobre violência do que as crianças que não o fizeram, descobriu a pesquisa.

Pense assim, se você convive com violência você a coloca na sua vida. Se você convive com um ambiente de música a coloca na sua vida. Se você convive com livros o coloca na sua vida… e assim por diante.

Entendeu o por que? Por que você leva a cultura da violência para essa criança e a ensina (antes do que o mundo) que aquilo está ali disponível.

Ao invés do lúdico de desenvolvimento da imaginação, você a transforma em alguém que, diante daqueles estímulos influenciarão a sua maneira na construção da sua personalidade e jeito de brincar.

O novo estudo também mostra que essas mudanças emocionais ocorrem independente de idade ou sexo e não dá indícios do quão agressiva a criança é desde o início.

Mas toda a pesquisa científica no mundo não é suficiente para convencer seu filho a largar o controle.

Afinal, 90% das crianças americanas jogam videogames (se alguém tiver um estudo brasileiro, por favor, comente!).

Então, o que você pode fazer para garantir que seu filho não seja super exposto a essa violência?

Aqui está um guia para: qual quantidade e que tipo de jogo é apropriado para as diferentes idades.

Craig Anderson, PhD , diretor do Centro para o Estudo da Violência na Iowa State University, disse:

“O cérebro jovem ainda está se desenvolvendo, então pode ser esmagador”.

Vale a pena pensar que o papel dos pais é o de serem pais e não apenas amigos de seus filhos, trazendo para sua vida a responsabilidade de organizar aquilo que eles devem e podem consumir.

2 a 6 Anos

O Dr. Anderson recomenda que eles não comecem a jogar videogames nessa idade.

Ele diz que há tantas outras coisas que precisam concentrar em sua energia cerebral, como aprender a ler, brincar com outras crianças e brincar do lado de fora da casa.

É um período de descobertas. Estimule o seu filho e apresente o maior número possível de opções para que a curiosidade inata da criança seja estimulada.

Eles são um supercomputador em desenvolvimento. Leve informações. Apresente brinquedos e estímulos positivos que o incentivem a conhecer o mundo.

7 anos e mais velhos

Anderson recomenda, nessa idade, que as crianças podem brincar, mas que não devem jogar mais de 5 a 10 horas por semana.

“Qualquer coisa acima de 10 horas por semana, e você tem que começar a se perguntar: ‘o que essa pessoa está aprendendo?'”, disse Anderson.

Se uma criança começa a brincar, ela é dividida em outras atividades saudáveis, como ser ativa e formar amizades, disse ele.

Kristen Eastman, PsyD, médica de saúde comportamental pediátrica da Cleveland Clinic, disse que muitas vezes aconselha aos pais a fazerem jogos de barganha com games.

Ao invés de vez de permitir que seja algo que uma criança possa fazer a qualquer momento. Ela aconselha que:

“Em vez de as crianças presumirem que podem jogar, precisam ganhar esse direito”, disse ela.

A pesquisa estudou o efeito dos videogames durante um período de três anos de uso repetido.

Assim, mesmo que seu filho acabe jogando um jogo violento na casa de um amigo,

o risco associado aos videogames é, na verdade, mais sobre os padrões que você estabelece em casa do que sobre experiências isoladas,

observou Anderson.

Que tipo de jogos a jogar :

Existem muitos jogos não violentos que se concentram mais na cooperação e recompensam o comportamento social positivo.

Essas são boas escolhas para seus filhos, disse Anderson.

A classificação de um jogo não garante que ele não seja violento.

“Noventa por cento dos jogos com classificação eletrônica têm violência ‘feliz'”, disse Anderson.

Mesmo que não haja sangue, a violência ainda é encorajada. “Se o jogador tem que matar alguém no jogo, essa é a definição de violência na mídia”, disse Anderson.

Para evitar esse problema, recomendamos que os pais leiam as capas e descritivos do jogo para ver se há algum tipo de “ação de violência” ou “violência em quadrinhos”.

Também é fácil encontrar clipes curtos de jogos on-line, para que os pais verifiquem em primeira mão se há jogos melhores ou piores.

E quando se trata de jogos sangrentos e cheios de sangue?

“Esses tipos de jogos devem estar fora – eles não são permitidos em minha própria casa”, disse ele.

Que hora do dia para jogar:

Tanto Easton quanto Anderson enfatizaram que eles não devem jogar videogames muito perto da cama (hora de dormir), já que tendem a super estimulá-los e mantê-los acordados.

Em vez disso,

prefira realizar atividades calmas e mais silenciosas.

“Você não quer que seus filhos façam algo que os faça despertar antes de dormir”, disse Anderson.

No final, papai ou mamãe, você deve pensar o seguinte:

Quanto de coisas boas você deseja para seu filho?

É melhor a exposição a algo ruim, com sangue, morte (mesmo que fictícia) ou a algo que desenvolva sua curiosidade, sua aptidão a tarefas que usará para a vida toda?

Exercícios, brincadeiras, jogos presenciais são excelentes jeitos de entretenimento.

E nada, absolutamente nada, superará a sua presença e brincadeira com eles.

Traduzido e Adaptado do texto https://www.everydayhealth.com/conditions/video-game-survival-guide-parents-kids/ por By Susan E. Matthews

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