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Sucesso profissional e o que fazer depois do auge

2 min de leitura · 

Ontem eu estava assistindo um vídeo da Jout Jout, que falava sobre o peso do sucesso profissional e imediatamente me veio uma cascata de recordações e revisões sobre a minha carreira e eu quero compartilhar com você.

Se tem uma coisa da qual me orgulho muito é, sem dúvida, da minha trajetória profissional.

Não foi fácil ou tampouco simples viver da psicologia clínica, passei muito perrengue atendendo convênio, trabalhando aos sábados ou até tarde da noite, mas eu tinha um objetivo e ele não era pequeno.

Eu queria antes dos 30 anos ter um consultório na Avenida Paulista, atender executivos e não trabalhar às sextas-feiras.

Me recordo que muita gente, no primeiro ano de exercício da minha profissão, dizia que eu levaria uns 10 anos pra alcançar a estabilidade e eu pensava: “tá me zuando, né?! Em 10 anos eu vou morrer de tédio ou de fome. Preciso fazer algo pra diminuir essa estatística” . E fiz, trabalhei, incansavelmente, com amor e dedicação em tudo.

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Levei bem menos que os 10 anos sombrios e aos 30 meu sonho estava realizado. Eu tinha tudo o que havia desejado. Estabilidade, pacientes em número suficiente pra viver bem e pagar o aluguel de um consultório e uma das melhores localizações de São Paulo e ainda me sobrava tempo pra ter qualidade de vida. Atingi o auge!

Aos 31, pouco tempo depois de terminar meu mestrado, recebi uma proposta muito indecente do meu namorado, que estava vivendo em Madri há 2 anos: “por que você não vem morar aqui comigo?”

Eu, com uma carreira estável, uma vida profissional dos sonhos, jogar tudo pra cima e ir embora pra Espanha? Entrei numa espiral de crise. Era deixar tudo, tudinho e recomeçar, praticamente do zero. A princípio meu ego dizia que não, que não fazia sentido abandonar tudo o que eu havia conquistado, mas me lembro que num final de expediente, eu olhei pra janela do meu consultório e pensei:

“O que mais eu posso querer se continuar aqui?” E nesse momento eu percebi que o auge pode acontecer quando eu quiser, só preciso trabalhar para alcançá-lo, seja lá onde ele estiver. E a decisão veio, leve e tranquila. Me enchendo de paz e de ansiedade, por tudo o que eu poderia desejar a partir de então.

A moral da história aqui é que a gente precisa sempre revisar nossa listinha de sonhos e realizações. Fazer uma reciclagem na maneira como enfrentamos a vida e no que chamamos de estabilidade.

Não tô dizendo que jogar tudo pra cima e recomeçar é o certo, mas sim, que é muito importante a gente nunca se acomodar, ainda que seja com o que está bom 😉

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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