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Relação familiar: como sobreviver

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Semana passada nós recebemos uma Caixa de Segredos com um assunto bastante delicado, desses que costumam causar divergências de opiniões, conflitos, desconfortos: relação familiar.

O texto começava em tom de desabafo e depois seguia, transformando-se em um pedido de ajuda. Um “homem dedicado”, que apesar de ter deixado pai e mãe para se casar, seguia ajudando-os. Cuidando, dando apoio emocional e financeiro.

A esposa por vezes expressava sua insatisfação com tanta ajuda. Temia pelos bens materiais e pela saúde do casamento. Adoeceu. Adoeceram. A esposa e a união.

Esse enredo acontece muito mais do que a gente possa imaginar, mas é difícil dizer se há algo de errado nessa história. A princípio não podemos cortar relações com nossos pais, amigos ou qualquer pessoa quando nos casamos, mas há de se prestar atenção aos limites. 

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraUm relacionamento saudável requer cuidados, cumplicidade, respeito.

Acontece por vezes dos sogros não gostarem da nora ou do genro e vice-versa e isso pode ser muito desconfortável. Nos faz pensar que precisaremos optar por um dos lados e abrir mão do outro, mas como?

Acreditamos que aqui entra o respeito!

Ninguém é obrigado a morrer de amores por ninguém e a verdade é que não escolhemos sogra, sogro, genro, nora, cunhados e cunhadas, mas eles são a família de quem escolhemos para nos juntar e queira você ou não, serão parte da sua família também. Então, respeite a dinâmica dessas pessoas, dessa relação.

Se você não concorda com algo, comente, exponha sua opinião, mas nunca, sob hipótese alguma, a imponha.

Conversem sobre as características diferentes, o que desagrada, o que pode ser tolerado, o que dá pra mudar.

Um casal precisa chegar a conclusões sobre como seguir para dar certo e aqui a conversa é e sempre será a melhor alternativa.

Mas você se lembra que lá no começo eu disse que esse assunto era delicado? Pois é. Precisamos entender uma questão.

Quando optamos por casar, sair da casa dos nossos pais e construir uma nova família, precisamos (na verdade antes disso) cortar o cordão umbilical que nos une aos nossos pais.

Algumas relações familiares são muito simbióticas e até doentias e isso deve ser tratado em você e não imposto ao seu par.

Crescer, sair da casa dos pais, “abandonar” esses vínculos e construir novos, faz parte desse jogo lindo que é a vida e não há nada de errado nisso, mas se for difícil e você perceber que está perdendo o controle da situação, procure ajuda profissional. Um psicólogo pode te ajudar a encontrar onde está o problema e como fazer para saná-lo.

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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