vício em sexo

Quando o prazer se torna um vício

3 min de leitura · 

Sexo é um tabu em nossa sociedade há muito tempo, quando se trata do vício em sexo então, nem se fala! Essa semana recebemos uma caixa de segredos com esse tema e acredito que seja muito importante discutir o assunto e desmistificar algumas crenças!

Hiperssexualidade

O relato que recebemos do leitor é de que ele sofre com Hiperssexualidade, o vício em sexo, e para evitar trair a esposa passou a se masturbar com frequência, porém agora passou a também fazer masturbação anal com a penetração de tubos, isso causa frustração e tristeza e ele sente que está errado, mas não consegue parar.

Primeiro é importante entender que gostar muito de sexo é diferente de ser viciado. Um viciado não consegue controlar seus impulsos e acaba se expondo a situações de risco, deixa de comer, trabalhar, fazer tarefas importantes e chega ao esgotamento físico em busca de sanar seu desejo, não importa como. Geralmente o desejo não diminui, pois as questões que levam a essa busca do prazer não são por prazer e sim pela necessidade fisiológica, assim o alívio é momentâneo e o viciado sempre buscará mais e tentará novas coisas que deem mais prazer, como é o caso de nosso leitor.

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraSabe-se que conviver com um vício é muito difícil e quando se trata do vício em sexo isso ainda vem recheado de muito preconceito e pouca informação, o que prejudica a busca de ajuda e a compreensão da situação.

Durante a masturbação ou relação sexual nosso corpo libera dopamina, um neurotransmissor que causa as sensações de prazer, porém a sensação é momentânea e logo em seguida vem o mal-estar e a culpa por não conseguir controlar a dependência, gerando frustração e alimentando a busca por prazer novamente como fuga.

Esse ciclo vicioso impacta diretamente a autoestima da pessoa, favorecendo quadros depressivos e impactos nas relações familiares.

Os diversos prazeres

Um ponto levantado pelo leitor é a estimulação anal, que é um dos maiores tabus sobre sexo, ainda mais se tratando de homens héteros!

Ainda há uma boa parcela da sociedade que acredita que qualquer aproximação ao ânus colocará em cheque a orientação sexual de um homem, o que não condiz com a realidade.

Fisiologicamente falando o ânus é uma importante zona erógena, que tanto em homens quanto em mulheres proporciona prazer e excitação, além disso a penetração anal no homem provoca o orgasmo de próstata, que nada mais é do que o orgasmo proveniente da estimulação da próstata, o que é bastante saudável, mais intenso que o orgasmo por estimulação genital e, consequentemente, (muito) prazeroso!

Por isso, não se sinta culpado ou “menos homem” por gostar de estimulação anal, isso é só uma outra forma de sentir prazer. Só é importante tomar alguns cuidados para evitar lesões, como por exemplo usar sexy toys, que são desenvolvidos especificamente para isso.

Tudo que é demais faz mal

Explorar sua sexualidade e conhecer seu corpo é gostoso e saudável, mas quando isso começar a te impedir de fazer outras atividades, ficando incontrolável e causando sofrimento é importante buscar ajuda!

Tenha em mente os 4 pontos:

  • Você não está errado, apenas precisa de apoio e ajuda;
  • Ser viciado em sexo não te torna uma pessoa ruim ou com menos valia;
  • Você pode vencer esse vício (se realmente for um vício) com ajuda profissional;
  • Se possível, conte com pessoas de confiança no processo de recuperação;

A psicoterapia é um tratamento onde você não será julgado, conseguirá entender o que está motivando esse comportamento e tratá-lo, podendo assim voltar a ter uma vida sexual saudável.

Fontes:

Ballone GJ, Moura ECComportamento Sexual Compulsivo – in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, disponível em www.PsiqWeb.med.br, revisto em 2008.

http://www.abc.med.br/p/psicologia..47.psiquiatria/1286998/satiriase+conceito+causas+diagnostico+e+tratamento.htm

https://amenteemaravilhosa.com.br/cerebro-um-viciado-sexo

LINS, Regina Navarro. A cama na varanda: arejando nossas idéias a respeito de amor e sexo. Rio de Janeiro: BestSeller, 2007.

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Debora de Barros Paschoal
CRP 06/126.802 - Formada em psicologia pela Universidade Paulista, co-fundadora do Teramor, projeto que visa apoiar mulheres que experienciaram relacionamentos abusivos, estimulando o empoderamento e amor próprio.
Sigo a abordagem fenomenológica existencial, por isso meu foco é na compreensão da existência de cada um baseando em suas vivências e convicções. Com isso consigo te ajudar a encontrar o sentido das coisas e de sua vida, consequentemente você encontra as possíveis soluções para suas questões e problemas. Entendo que cada ser Humano é único e deve ser tratado como tal, por isso não há receita pronta para resolver os problemas, é uma construção e estou aqui para te ajudar no processo!

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Debora de Barros Paschoal

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