ouvindo no psico.online

Quando não estamos ouvindo

2 min de leitura · 

Quando não estamos ouvindo muita coisa acontece e passa desapercebida.

Uma das principais qualidades do ser humano é a capacidade de ouvir, de se sintonizar a alguma coisa ou a alguém em um estado inconsciente através da audição.

Quando nos propomos a ouvir, nos ligamos àquilo; nos tornamos parte de um conjunto.

Não é a toa vamos a uma audição pública para ouvir alguém que gostamos, ou que em uma audiência, nos coloquemos na posição de ouvintes de um determinado assunto.

Essa ligação é algo abstrato, difícil de explicar mas que a psicologia define de diversas maneiras em suas diversas linhas.

Parte de um trabalho psicológico passa por “estar ouvindo”.

Ouvindo conseguimos, além da sintonia, afetar e sermos afetados por esse momento.

Passamos a processar a entrada da informação que recebemos em um estágio de atenção, que a velocidade ultrapassa nossas melhores medições.

Há uma frase que diz: ouvir é diferente de escutar.

O escutar é parte de um sentido, assim como o ver, o táctil, o deglutido. Já quando estamos ouvindo, focamos nossos esforços em parte desse processo de sentimento. Integramos. Agregamos. Direcionamos toda a energia que temos a essa percepção.

Quando não estamos ouvindo, avançamos falando, gesticulando; distantes ou sem nos importar. Para que né? Nosso mundo entretem, requisita a nossa presença – como falamos no texto anterior.

Quando não estamos ouvindo estamos ensimesmados.

Quando não estamos ouvindo perdemos a oportunidade de nos relacionar, de agregar conhecimento, empatia, de compartilhar tempo e momentos.

Muitas vezes estamos mais dispostos a falar, a responder, a interagir pois somos cobrados o tempo todo disso, mas o estar pronto para ouvir é de um valor incomensurável.

Quando não estamos ouvindo perdemos a oportunidade de agregar, de captar conhecimento de fontes distintas e de pensar nessas fontes. Quando não estamos ouvindo, atropelamos.

Mas e os surdos?

Os surdos podem ouvir, não poderiam, talvez escutar dependendo da deficiência que os atinge.

Quando o surdo se propõe a ouvir, ele tende a focar mais esforços para participar. Quem discorda que há surdos que escutam muito bem, mas não ouvem?

A adolescência é um momento que o ouvir é trocado, a criança, perdida na infância e que só ouvia seus pais e responsáveis, passa a ouvir o mundo.

Essa mudança os faz questionar, os faz buscar e, como muitos na nossa sociedade contemporânea, deixam de ouvir e passam a falar ou apenas a fazer.

Ao ler este post, de hoje, você se lembra algum momento que deixou de ouvir alguém que precisava disso?

O quanto este post foi útil para você?

Clique nos corações para votar!

Média / 5. Contagem de Votos:

Sentimos muito por este post não ter sido útil para você.

Nos diga como melhorar as postagens

Raul Oliveira

Formado em Administração com ênfase em Marketing, workaholic geek que respira tecnologia, pesquisador e mestrando em tecnologias da inteligência e design digital hoje está no papel de graduando em Psicologia é um dos fundadores do Psico.Online e do MeuPsicoOnline.com.br

Participe, queremos ler o que você tem a dizer