what_a_long_day____by_poisonunic Ofertamos aquilo que recebemos

Nós só recebemos aquilo que ofertamos

3 min de leitura · 

Dar para receber ou receber aquilo que ofertamos. O mundo anda muito conturbado, cheio de violência, dor e sofrimentos diversos; é para se pensar, não é?

Todos nós temos acompanhado uma avalanche de tristes e trágicas notícias relacionadas aos diversos tipos de desgraças, as quais nos afetam diretamente e nos tornam pessoas menos complacentes, compreensivas e tolerantes.

Por este motivo, ficamos inflexíveis às diferenças e colocamos nossos interesses, problemas e vontades sempre à frente, esquecendo que compartilhamos um espaço, um mundo, nada é tão nosso nesta vida, nesta Terra e quando daqui partirmos, também nada levaremos.

Muitas vezes esquecemos que ninguém é tão auto-suficiente que não necessite do outro por algum motivo. Por isso precisamos entender que para recebermos algo de bom precisamos nos doar também.

Ofertamos ao outro aquilo que pretendemos para nós.

Mesmo com este mundo tão louco, passando por momentos ruins, podemos fazer algo melhor, começando em tentarmos ser diferente daquilo que nos contraria.

Por que ser bom em um mundo como este?

O mundo não é mais o mesmo, notamos diariamente as diferenças do tempo da vovó e como vivemos atualmente.

A “coisificação” humana, perda de valores, perda do amor ao próximo. Não nos tratamos mais com tanta cordialidade e afetividade (será?).

Pouco se vê atos de gentileza, amor e generosidade.

O ser humano foi capturado pela soberba e se isolou no desejo de satisfação da própria necessidade, ignorando qualquer tipo de ato que possa fazê-lo mudar a perspectiva do olhar para enxergar as necessidades dos seus.

Estamos na era do eu, não pensamos em coletivo, estamos em tempos em que só priorizamos ações que nos trazem benefício próprio.

No entanto é preciso dar pra receber e devemos nos atentar para aquilo que estamos ofertando ao próximo, naquilo que emitimos ao mundo.

Não precisamos ser ruins porque o mundo está ruim, podemos mudar com as nossas atitudes e para que as pessoas sejam melhores nós devemos ser melhores. Precisamos dar o primeiro passo para a mudança e precisamos ser a mudança que gostaríamos de ver no mundo.

Você recebe aquilo que oferece.

Se você é uma pessoa rude, incompreensiva e intolerante, se está sempre colocando à frente suas necessidades e nunca se mostra prestativo e interessado a se redimir diante do desejo alheio, certamente receberá o mesmo tratamento.

Precisamos tratar as pessoas da maneira como gostaríamos de ser tratados. Dar aquilo que gostaríamos de receber. Ouso dizer que precisamos de muita lição de empatia.

Portanto devemos estar atentos ao nosso comportamento, revisitando sempre aquilo que somos, aquilo que nos tornamos, aquilo que ofertamos.

Se estiver descontente com o que tem recebido, se te desagrada o comportamento das pessoas diante de si, precisa se atentar com o próprio comportamento.

Não adianta reclamar de uma coisa que o único culpado pode ser você mesmo.

Precisamos fazer um exercício diário: sermos empáticos para podermos nos disponibilizar e entender que o mundo não gira ao nosso redor e necessitamos do outro para nos constituir, ninguém é tão auto-suficiente que possa viver isolado na idéia de poder fazer e resolver tudo sozinho.

Desconstrua o pensamento de que suas necessidades são maiores e compartilhe a idéia de que todos nós precisamos de atenção, compreensão e amor. Trabalhe seu lado empático porque gentileza gera gentileza e podemos mudar o mundo se assim nos prontificarmos a ter atitudes mais humanas, mais calorosas e afetivas.

Se quiser receber o bem, espalhe o bem.

Faça este exercício e terá resultados surpreendentes.

Não perdemos nada doando a um mundo ruim coisas boas e tratando as pessoas com mais cordialidade e amor, podemos modificar toda uma história e até uma nação.

Hoje em dia, entendo completamente uma coisa que ouvi muito vovó dizer: “não faça com os outros, o que não gostaria que fizessem com você”. Ela estava completamente certa.

Se meu comportamento desagrada o outro, certamente receberei da mesma forma e o resultado pode ser solidão e isolamento. Então, fazer um balanço e me rever todos os dias para verificar se é isso que quero pra mim é muito importante para obter uma mudança.

Afinal, como cantaria Tom, que também estava absolutamente certo, “fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”.

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Juliana Villas Boas
CRP 06/119647
Juliana Villas Boas, Psicóloga , mãe e acima de tudo um ser humano que tem erros e acertos, uma eterna aprendiz em constante desenvolvimento e evolução.
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