nomofobia o medo de ficar offline no psicoonline

Nomofobia: 11 sintomas do medo do offline.

4 min de leitura · 

Nomofobia: se você sente ansiedade só com a possibilidade de se desconectar ou se você já se desequilibra emocionalmente ao separar-se do seu aparelho, atente-se!

O medo de ficar sem o celular ou sem acesso à internet recebe o nome de nomofobia (no + mobile + fobia).

Andando pelas ruas é fácil perceber que os celulares fazem parte da vida de grande parte dos adultos e crianças hoje em dia.

Algumas pessoas, contudo, desenvolvem muita dependência da conexão com a internet, com o aparelho celular, entre outros dispositivos conectados: essa é a era da IoT – Internet das coisas (Internet of Thinks).

Cada vez mais, estudos tratam da Nomofobia como um transtorno de dependência, ou seja: um vício dessa geração.

Vamos entender melhor do que se trata, quais são as características e como lidar com este novo transtorno da era digital.

O celular é um Vilão?

A quantidade de benefícios que o desenvolvimento da tecnologia nos trouxe é imensa.

A internet foi uma das maiores revoluções da forma como nos comunicamos.

Os dispositivos conectam pessoas à pessoas e a conhecimentos de forma barata, rápida, e quase ilimitada.

Exemplificando: você lê este artigo graças à conexão com a internet, e pode comentar, conversar e conhecer a autora dando a sua opinião ou tirando alguma dúvida.

Logo, não há porque encarar a tecnologia como um malefício, mas como algo novo, com o qual a humanidade ainda está aprendendo a lidar.

Assim, é importante atentar-se quando o nosso comportamento não se mostra funcional ou está dando sinal que é prejudicial.

11 Sintomas da Nomofobia

Vamos descobrir juntas alguns critérios que dão indícios da dependência tecnológica? Ah! É importante lembrar que para um diagnóstico real é importante sempre falar com um psicólogo ou com um psiquiatra ok?

  1. Passar mais tempo na internet do que com pessoas “reais” (família, amigos, colegas, namorado/a)
  2. Perder a noção do tempo quando se está online, acaba ficando mais do que pretendia.
  3. Deixar de cumprir tarefas ou perder rendimento (no trabalho, casa, escola) por passar tempo demais online.
  4. Ao ficar longe do celular ou internet por algumas horas fica ansioso, entediado ou irritado.
  5. Ao retornar à internet após algum tempo ausente, sente-se aliviado.
  6. Já tentou diminuir o tempo Online, mas não conseguiu (ao contrário, o tempo online aumenta cada vez mais).
  7. Não sente o mesmo prazer em atividades “off-line” (como atividades ao ar livre, estar com pessoas, ir à escola, etc), como se, sem a internet, a vida não tivesse graça.
  8. Preocupa-se com o que está acontecendo no mundo online, quando está desconectado.
  9. O uso do celular domina seus pensamentos e comportamentos, buscando sempre a possibilidade de usá-lo (calculando duração da bateria, pacote de dados, lugares com wi-fi, etc)
  10. As pessoas ao seu redor se queixam por você passar tempo demais online (mesmo que você não concorde com elas)
  11. Verificar com frequência se há notificações de redes sociais ou ligações, e não conseguir deixar para verificá-las depois.

Me identifiquei! E agora?

A forma como usamos a internet e os celulares podem ser problemáticas em maior ou menor grau. O primeiro passo é examinar e refletir a este respeito como fizemos lendo os sintomas ali em cima.

Estes dispositivos fazem parte do nosso mundo e nem sempre é possível (ou recomendável) simplesmente fugir da tecnologia (sem contar que isso não precisaria acontecer).

Entender a sua relação com a internet é imprescindível para poder atuar na causa pessoal da dependência.

Algumas pessoas poderão se “refugiar” na internet para fugir dos problemas da vida real.

Vamos falar de alguns deles:

Controle sobre a nossa imagem e nossas relações: na internet podemos nos mostrar da forma que desejamos, para pessoas que sentem-se desconfortáveis ou tímidas para interagir, o mundo virtual também causa menor ansiedade.

Distração: internet é uma excelente forma de se distrair. Mas do que você precisa se distrair? Trabalho, família, responsabilidades, são algumas possibilidades.

Dificuldade em lidar com frustração: A internet atende seus pedidos de forma rápida. A forma de se resolver problemas na internet é “simples”, bloqueia-se o outro, a página, deixa de seguir.

Na vida estas opções não são tão disponíveis, afastar-se de alguém exige reflexão e trabalho.

Outro aspecto importante é estar ciente de que a experiência das redes sociais/sites/apps/jogos é criada de modo a nos manter online.

Tudo é colocado de forma a exigir de nosso cérebro mínimo esforço e oferecer maior recompensa.

Dois exemplos:

  1. Um vídeo terminado já irá carregar outro sem a necessidade de clique.
  2. Vídeos de culinária que fazem a preparação de receitas parecerem simples e divertidas, e adoramos ver o resultado final.

Imersos conteúdos filtrados para serem os mais interessantes para você, entra-se em um estado de “fluxo”, no qual não sentimos o tempo passar.

Logo, é necessário um esforço consciente para não permanecer ali e não permitir que o momento de distração ou diversão torne-se um fim em si mesmo.

Uma Sugestão

Procure lembrar que os dispositivos digitais são uma fonte de diversão e também de conexão, contudo, não são a única fonte de boas experiências.

Caso perceba muitos prejuízos em sua vida, ou caso sinta que não consegue fazer este controle sozinho (e tudo bem se isto acontecer), procure ajuda.

Em terapia você vai entender a fundo sua relação com este ambiente, se fortalecer psicologicamente, para enfim desenvolver estratégias para enfrentá-lo.

Referências e Sites Interessantes

Aspectos psicológicos do uso patológico de internet – Fortim; Araujo (2013) https://www.dependenciadeinternet.com.br

O quanto este post foi útil para você?

Clique nos corações para votar!

Média / 5. Contagem de Votos:

Sentimos muito por este post não ter sido útil para você.

Nos diga como melhorar as postagens

Você vai gostar de ler também:

Thais Tamara

Psicóloga graduada pela Universidade Paulista, e especialista em Psicologia Hospitalar pela Faculdade de Medicina da USP.

Atuo como psicoterapeuta clínica desde 2014 em São Paulo nos bairros Vila Madalena (ZO) e Jardim São Paulo (ZN) com adultos e adolescentes, sou palestrante sobre temas de saúde mental e emocional e co-fundadora do Projeto Re-Criar, que visa a aproximação e discussão de temas psicológicos do universo feminino. Na minha prática utilizo a abordagem psicodinâmica, que aborda os conflitos inconscientes e busca, a partir do vínculo e comunicação entre paciente e terapeuta, a superação de conflitos e o amadurecimento emocional da pessoa, para que se viva da melhor maneira possível. 06/11.843-0 Contato: (11) 9.6797.3939

3 thoughts to “Nomofobia: 11 sintomas do medo do offline.”

  1. Boa noite. Na verdade, não estou especificamente, à procura de ajuda. Possuo um Blog intitulado Sabedoria do Amor. Tenho publicado poemas sobre diversos temas. Neste ano, escrevi um soneto para cada mês do ano. Resolvi, escrever em 2019, um soneto para cada cor dedicada aos meses do ano. Ao pesquisar sobre o ‘janeiro branco’, cheguei ao site de vocês. Gostaria de saber, se posso, fazer referência ao site na publicação que farei e, se tem, interesse em receber o soneto, para uma conferida? Desde já agradeço. Me chamo Estevam Matiazzi. Contato: estevammatiazzi@gmail.com ou estevamweb.wordpress.com.

    1. Olá Estevam, tudo bem?
      Somos parceiros do https://www.janeirobranco.com.br mas posso adiantar que pode referenciar o site do janeiro branco e o nosso sem problema algum, aliás faz parte do projeto levar informações sobre a saúde mental de todas as maneiras possíveis a todos os lugares possíveis! 🙂 Se quiser postar o soneto aqui nos comentários ou enviar para nossos contatos, fique a vontade, vamos adorar lê-lo. 🙂
      Um abraço, Equipe Psico.Online

Participe, queremos ler o que você tem a dizer