play the life

Play: Não aperta só essa tecla para viver.

4 min de leitura · 

Play: segundo o dicionário Oxford [1] há 7 itens de significados e vinte e poucos de sub-significados para a palavra play.

Será que você anda só com o play apertado?

Quando levantamos, diariamente, qual nossa única opção? 

Todos (ou alguns) dirão: “Viver, é claro!” outros “levantar” ou “abrir os olhos”.

A vida passa todos os dias.

Quando amanhece, nós acordamos, levantamos e o que fazemos? Vivemos, certo? Diria que sim e também que não.

Talvez alguns, na verdade muitos de nós, só estejamos acordando, levantando e apertando o play.

Seguindo no automático pra não enfrentar nem dores, nem desamores e muito menos os amores.

Sobrevivendo apenas à realidade que pode mostrar-se angustiante, nos impedindo de enfrentá-la.

Muitos acontecimentos nos levam a  conflitos internos, do quais podemos ou não ter discernimento para enfrentamento. 

Isso dependerá da individualidade e subjetividade de cada um.

Que todos têm problemas, nós sabemos.

Como é que cada um lida com suas angústias, conflitos, mazelas e tristezas, isso sim são outras histórias e descobertas.

Dependendo do modo como enfrentamos as batalhas da vida, podemos ter benefícios e também grandes infortúnios, que acarretam em doenças não só físicas, como também nas doenças psicossomáticas.

O que não enfrentamos nos persegue e atormenta

O fato é: aquilo que guardamos um dia nos enche, transborda e nos afoga com o conteúdo.

Isso pode trazer consequências prejudiciais a nossa saúde, tanto na mental quanto na física podendo, inclusive, causar danos irreparáveis.

O interessante é não exagerar em guardar só coisas ruins assim como também não exagerar e só viver guardando as boas também.

Elaborar soluções para nossos problemas, expressar sentimentos, não guardar mágoa, ódio e dizer “eu te amo” é muito importante se quisermos zelar por nossa saúde mental e física.

Busca-se por um equilibrio entre o play, o pause, o stop…

Colocar pra fora todos os conteúdos dos quais evitamos, como as angústias, faz bem para saúde mental e física.

Nossas avós, mães e vizinhas, têm mania de dizer “porque a mágoa causa aquela doença, o ódio, aquela outra” e, elas tem certa razão: é mais ou menos isso.

De acordo com a psicossomática, da qual sou adepta e acredito, doenças físicas têm origem na nossa mente, ou seja, tudo que guardamos reaparece em forma de enfermidades.

Por isso é de grande importância o enfrentamento daquilo que de alguma forma nos causa desconforto ou tristeza.

Que seja resolvido e colocado pra fora! Aperta o Play de um outro jeito.

Esta atitude não só ajudará a lidar com as situações penosas, como nos trará benefícios que acarretarão em mudanças na nossa vida.

Podemos deixar a vida menos complicada e mais saudável se aprendermos a digerir os problemas, aceitá-los e enfrentá-los, já que eles nunca deixarão de surgir.

Sabe aquela expressão “aceita que dói menos”?

É a mais pura realidade, aceitando podemos pensar claramente em soluções efetivas para nossos pesares.

A vida pode ser menos conflitante e mais afável se aprendermos a lidar com emoções que muitas vezes são desagradáveis.

Mas elas precisam ser vistas, revistas, enfrentadas e resolvidas (rebobina e aperta o play de novo) e se assim quisermos, uma boa saúde física e mental virá desse trabalho.

Não viva no automático, nem sempre é a melhor opção.

Por isso apertar o play e viver no automático, sobrevivendo apenas, de nada adiantará.

Nem para resolução de problemas e nem para sentir-se feliz e em paz consigo mesmo.

Que a vida não é fácil nós sabemos, precisamos aprender a lidar com situações, pessoas e emoções que nos desagradam e nos causam dor, para podermos viver melhor, com o mundo externo e interno.

Para conquistarmos a tão sonhada felicidade e paz interior.

O não enfrentamento de problemas nos traz mais prejuízos do que benefícios.

Tentar mudar este comportamento nos trará a certeza de que não carregar sentimentos e resolver nossos conflitos, nos trará mais felicidade.

Extravasa, joga tudo pro ar.

Então se você está engolindo tudo que é de ruim e de bom, coloca pra fora.

Extravasa, para que isso não afete sua saúde física e nem mental.

Você fará bem a si mesmo e também àqueles que ama e te rodeiam.

O pote não pode ficar cheio, nunca, nem de coisas boas e nem daquilo que é ruim, aprenda a esvaziá-lo sempre que houver necessidade.

Não perca a oportunidade de estar bem, em paz, feliz e fazer outras pessoas se sentirem bem e serem felizes ao seu lado.

Caso tenha dificuldades em expressar seus sentimentos, lidar com situações penosas e com emoções desagradáveis a ponto de estar sendo prejudicial em sua vida social e afetiva, procurar um psicólogo ajudará neste processo, que nem sempre conseguimos passar sozinhos.

Zele por sua saúde mental, cuide de si.

Isso sim é qualidade de vida.

Não aperte o play só, se olhe para enfrentar e resolver aquilo que te atormenta, pra viver e não somente sobreviver.

REFERÊNCIAS

[1] https://en.oxforddictionaries.com/definition/play

[2] http://pepsic.bvsalud.org/pdf/malestar/v9n1/04.pdf

[3] http://www.psicologiamsn.com/2015/05/o-que-sao-doencas-psicossomaticas.html

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Juliana Villas Boas
CRP 06/119647
Juliana Villas Boas, Psicóloga , mãe e acima de tudo um ser humano que tem erros e acertos, uma eterna aprendiz em constante desenvolvimento e evolução.
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