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LGBTQ e a luta diária pela igualdade de gênero

2 min de leitura · 

Semana passada eu recebi um convite pra assistir a uma conferência com um cara que eu até então nunca tinha ouvido o nome, um tal de Jared Fox, responsável pela educação LGBTQ em Nova York.

Descompromissadamente me inscrevi e hoje lá fui eu, ouvir o que ele tinha pra falar à respeito da igualdade de gênero, o que tinha pra nos ensinar, já que a minha universidade é incrível nesse assunto, porque é a primeira e única em Madri a manter um centro de apoio aos estudantes LGBTQ (eles ostentam isso com muito orgulho).

Eu juro, fiquei apaixonada por ele, pela maneira simples como ele explica que as 1800 escolas públicas de NY recebem informações e ensinam suas crianças e pais a se respeitarem. Como ele luta pra que meninos e meninas possam se vestir como bem entenderem, sem essa coisa de uniforme que rotula, sem essa coisa de que o azul é do menino e o rosa é da menina.

Me encantei com o jeito que ele explicou que existem crianças que sofrem porque crescem acreditando que amar outra criança do mesmo sexo tá errado, quando na verdade era só ela saber que existem diversas maneiras de amar, mas nós seres humanos tão evoluídos, não falamos sobre isso com elas, porque temos medo de misturar os assuntos (para um pouquinho pra pensar).

Ele luta pra que os transgêneros possam se sentir a vontade ao usar o banheiro e pra que a gente, ao compartilhar um espaço desde cedo aprenda a se respeitar. Isso é tão simples, por que a gente não consegue entender?

Fiquei pensando que se as meninas e os meninos fossem ensinados à igualdade desde cedo, nessa época de carnaval a gente não precisaria de campanhas pra homem respeitar mulher, porque isso seria natural, não teria o machão e o sexo frágil.

Hoje eu aprendi que a gente ainda tem muito o que fazer, muito o que mudar, muita luta pra lutar até atingir o status de sociedade evoluída, que sabe e vive de verdade o respeito e o amor.

E por fim, quase morri de tanto amor, quando ele disse que a gente precisa ser um “espaço seguro móvel”. Não precisamos de um vagão do metrô separado para as mulheres ou de um bar onde os LGBTQ possam circular tranquilamente. Eu posso ser um desses espaços seguros, você pode ser outro e a gente pode fazer um mundo muito mais legal desse jeito, já pensou?

Poder andar tranquilamente onde quer que seja, porque tem alguém ali que te respeita e te protege, seja lá quem você for? Isso seria o céu <3

#PorUmMundoDeIgualdade #PorUmMundoDeRespeito #LGBTQ #IgualdadeDeGênero

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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