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Crianças birrentas: como controlar

3 min de leitura · 

Como controlar as crianças birrentas?

Nós sabemos que é normal a criança fazer uma birra ou outra, mas tem crianças que acordam e vão dormir fazendo birra e isso pode tirar qualquer um do sério, não?

Quando menos se espera, as crianças podem se aborrecer e ficar mal humoradas, por diversas razões. Por precisar acordar cedo, por precisar tomar banho ou comer, por não poder ver mais a tv.

Além disso, podem irritar-se por terem de ir à escola ou quando tem muitos deveres que os impedem de ficar em casa sem nada pra fazer.

Também se irritam por precisarem ir pra cama quando não querem ou por não poderem mudar as coisas.

Qualquer motivo pode ser bom o suficiente para que eles comecem uma gritaria sem fim, uma malcriação sem precedentes, mas nós vamos te ajudar com 7 dicas que visam acabar com esse caos.

1- A criança birrenta precisa de mais exercícios físicos, brincar ao ar livre e praticar seu esporte favorito. O karatê, por exemplo, está super bem indicado para as crianças que precisam aprender a dominar o seu temperamento.

2- A criança precisa sentir-se segura e convencida de que, com a ajuda dos pais, poderá controlar seu temperamento. Se os pais se descontrolam também, jamais conseguiremos conter a situação.

3- A criança precisa aprender a expressar os seus sentimentos com palavras. Dizer o que a incomoda e irrita, antes de perder o controle. É necessário que os pais a ajudem a identificar seus sentimentos, que as ajudem a nomear.

4- A criança precisa aprender a desconectar-se daquilo que a irrita. Por exemplo, se está irritada com alguém, melhor que se afaste um pouco e se volte quando tiver conseguido se acalmar. Forçar situações jamais será uma boa coisa, se queremos crianças saudáveis, precisamos também respeitar seus limites.

5- A criança deve ser ensinada a refletir em seu quarto. Quando acontecerem situações de birra, convide a criança para ir ao seu quarto, refletir um pouco sobre o que sente, sobre o que aconteceu e acalmar-se . Ela precisa entender que isso não é um castigo, mas sim uma ótima maneira de se tranquilizar.

Leia também “A difcil arte de educar” 

6- Incentive a criança a exteriorizar o que sente. Pode ser dançando, desenhando, escutando música, escrevendo, pintando…

Existe também um exercício que podemos chamar de “seja como um vulcão”: coloque a criança de pé, com os pés bem juntos. Junte as palmas das mão diante do peito e aperta uma contra a outra. Então separa as pernas num salto ao mesmo tempo que levanta as mão acima da cabeça e as separa, deixando-as cair ao lado do corpo.

Enquanto faz isso, deve emitir um som de explosão (Puuuufffff!). Peça a criança que se imagine sendo um vulcão, expelindo fogo, lava e vapor. Ao terminar deve fazer três inspirações profundas. É bastante provável que a irritação que sentia tenha passado.

7- A criança precisa dar-se conta de que os esforços para controlar os impulsos tem bons resultados. É muito importante que os pais não se descontrolem e não se comportem como seus filhos.

E que sejam, antes de tudo, um exemplo de tranquilidade e serenidade ao falar com eles. Ah, e de preferência abaixe-se e esteja na mesma altura da criança quando for conversar com ela. Quando a criança está nervosa, o melhor é não brigar ou julgá-la. Isso só piora a situação. Permaneça em silêncio e no momento certo conversem e tentem entender o que se passava.

Lembrem-se de que as crianças estão em constante formação de personalidade e caráter e nós, adultos, precisamos tratá-las bem, com carinho e respeito para favorecer a saúde mental delas 😉

Retirado de guiainfantil.com (traduzido e adaptado)

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Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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