comunicação, telefone sem fio

Comunicação: nossa maior necessidade, nossa maior dificuldade

4 min de leitura · 

Ultimamente tenho pensando muito sobre a comunicação e como ela pode ser a chave mestra de um bom relacionamento nos diversos âmbitos.

E penso que uma comunicação que segue todas as regras da sua composição, naquele modo que aprendemos na escola sabe? (ao menos na minha época), onde todos os elementos envolvidos no processo de comunicação acontecem de maneira concisa: o emissor passa a mensagem ao receptor e assim a pessoa que emite (emissor) se faz entender pelo outro que a recebe (receptor) e, juntos chegam num contexto do que fazer com a mensagem transmitida.

Se esse processo acontecesse sem uma cisão em uma das partes, as soluções poderiam se dar de maneira mais tênue talvez, as vezes acontece do emissor não conseguir transmitir de modo claro ao receptor, pode ser que receptor não entenda ou interprete de maneira contrária a mensagem passada, assim se dá a cisão e o processo de comunicação fica prejudicado.

Uma teoria que elucida bem a questão da comunicação é a CNV, a Comunicação-não-Violenta, intitulada por Marshall Rosenberg, seguidor e aluno de Carl Rogers, ele sugere que a CNV seja um método de comunicação clara e empática, construído ao observar como nós modificamos a maneira de nos relacionar e como naturalizamos o modo violento de nos comunicar, carregado de julgamento, posturas defensivas autoritarismo, entre outras coisas que bloqueiam o fluir.

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraDiante disto ele criou quatro pilares que possibilitam construir uma comunicação mais assertiva e clara por intermédio das: Observações, sentimentos, necessidades, pedidos.

No sentido de fazer uma observação que é contrária ao julgamento, em seguida identificando os sentimentos que ocorrem na fala, encontrando qual a necessidade daquele sentimento para finalizar com um pedido, num movimento de fazer um pedido concreto para que a ação encontre a necessidade identificada.

Resumidamente, para não estender muito, a intenção é que ocorra um diálogo simples, claro sem a intenção de culpabilizar, coagir ou ameaçar o outro, facilitando assim a aproximação, buscando um jeito de falar mais consciente, observando as necessidades vitais e genuínas de si e o mundo.

Diante do que lemos anteriormente, traço um paralelo aqui, uma coisa que é certa na condição Humana é que sempre estamos propensos ao erro, certo? E aí eu convido você a pensar na Caridade.

CARIDADE? O que tem a ver?

Veja a pessoa que se considera caridosa, digo no sentido  de ser generosa, faz o possível para perdoar os atos do outros, reconhece que somos propensos ao erro e que caridosamente é possível buscar a reconciliação e aprender com o erro por via do diálogo sem uma cisão.

Se adotamos uma posição de julgamento ou autoridade desmedida, sendo aquele que aponta os erros e faz o outro se sentir humilhado, ou  diminuído, neste  ato não há a menor intenção de educá-lo de fato, logo não é uma postura de  generosidade, está propenso a bloquear a aproximação e a comunicação.

Percebem o por quê do uso da Caridade? Isso não se restringe somente ao vocabulário religioso como vemos por aí.

Com isso quero dizer que é importante pensar na prática da caridade, como um processo da CNV, ou seja, ouvir, entender, aprender, perdoar e amar.

Um Exemplo para elucidar, dizer para o marido que está em condição de alcoolismo, que ele é um “bebum” irresponsável, ou o marido que diz à mulher, que ela fala demais e parece louca, ou ainda um pai/ mãe que diz ao seu filho que se encontra em dificuldade no aprendizado, ele é “burro, não aprende nada na escola”. O que é que tem de educativo neste tipo de comunicação? Essas posturas mais me parecem estar relacionadas com e diminuição do outro, mas claro, a pessoa tem o direito de saber que está errada sim, porém, essas falas são atitudes de julgamento, não generoso, causam afastamento e bloqueiam a comunicação. Percebem?!

Reflitam, com esses exemplos citados acima, de fato farão o receptor introjetar a mensagem do seu emissor e fazer diferente a partir do que foi dito? Será que esse julgamento vai dar suporte para que ele aprenda, de fato, e comece a ter atitudes novas a partir desse tipo de comunicação?

Será que poderíamos transformar essas falas comunicando claramente o que estamos querendo dizer, sem agredi-lo de fato, numa atitude mais receptiva e generosa?

Vejamos o primeiro exemplo: “bebum” irresponsável, numa outra versão: “ Percebo que tem bebido todos os dias e em altas quantidades, fico preocupada que você falte com suas responsabilidades e desta forma essa atitude venha a prejudicar sua saúde, nossa convivência e o seu trabalho”.

“Ela fala demais e parece louca”: “Você fala por mais tempo do que eu consigo processar, isso me incomoda e me deixa confuso.”

“Burro, não aprende nada na escola”: “Percebo que tem aprendido menos do que a média esperada na escola, fico na dúvida se você tem aprendido.”

Pois bem, finalizo esse texto com questionamentos, como está o processo de comunicação com sua família, trabalho, pessoas mais próximas? Como se dá esse diálogo? Há muitos julgamentos, acusações, autoritarismo, não é claro? Ou tem uma comunicação concisa e caridosa que contribui para a reconciliação e o crescimento?

Suzidalia Alves dos Santos Brito
Psicóloga CRP 06/126904. Humanista adepta da Abordagem Centrada na Pessoa, também graduada em Gestão de Recursos Humanos. Mais de 6 anos de experiência com Saúde Pública; Realizo Palestras Corporativas e em instituições no geral, treinamentos motivacionais e em desenvolvimento de pessoas. Desenvolvo trabalhos em bem-estar, saúde e adoro trabalhar com as pessoas em suas diversas complexidades.
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Suzidalia Alves dos Santos Brito

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