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Compensar ou tratar: eis a questão

3 min de leitura · 

Esse texto foi escrito por um instrutor de yoga, mas quando o lemos, percebemos que serve pra tudo na vida e então, decidimos compartilhar com você, com algumas adaptações, mas mantendo a ideia de reflexão sobre compensar ou tratar, o que será mais correto? Boa leitura!

Quando algo não vai bem, existem 3 possibilidades básicas de ação: não fazer nada, tratar (consertar as coisas desde seu ponto de origem) ou compensar (dar aquela famosa “tapeada”). Fazer nada pode ser uma boa solução em determinadas situações, mas em muitas outras não é a melhor opção e, nessas circunstâncias devemos agir de maneira ativa.

Quando compensamos, substituimos por outra coisa algo que está ausente, bloqueamos alguns efeitos indesejados daquilo que não funciona bem, ou nos colocamos inconscientes em relação ao não desejado. Compensar parece ser muito mais fácil e rápido do que tratar. Porém, ao passar do tempo, nos leva a um desajuste e maior necessidade de compensação.

Pare um pouquinho, observe seus comportamentos e veja se você tem compensado em alguma circunstância.

Tratar, por outro lado, normalmente requer que a gente se desfaça de algumas compensações. Pode parecer contra-intuitivo ou inclusive cruel, se a compensação for vista como uma conquista. Vou dar um exemplo, caso esteja com dificuldades de entender o que é essa tal de compensação.

Imagine que você tem um trabalho muito importante e complexo para entregar no final do mês e por isso, tem dormido pouquíssimo e sentido muito cansaço durante o dia, o que facilmente é resolvido com baldes de café ou energético, mas ao final de cada jornada, seu corpo reclama com uma baita dor de cabeça e você, claro, compensa tomando um analgésico e seguindo com o ritmo insano de produtividade. A dor vai continuar aí, até que você reorganize sua rotina, até que tenha tempo suficiente para descansar mente e corpo e a dor, tranquilamente, possa ir embora.

Tratar é reconhecer para nós mesmos que em algum momento cometemos um erro no caminho e que precisaremos voltar alguns passos e recomeçar, diferente. Na yoga, isso pode significar ter que deixar de fazer uma postura e trabalhar com uma versão mais básica, menos espetacular. Na vida, isso pode significar não aceitar uma função, uma responsabilidade e trabalhar o crescimento aos poucos, sentindo-se seguro ou segura para assumir determinados desafios.

Em termos de felicidade, frequentemente precisamos admitir que um determinado valor da nossa sociedade ou do nosso entorno não são saudáveis e, novamente nos deparamos com a possibilidade da compensação.

Ao contrário de compensar, tratar nos leva a uma maior capacidade de auto-regulação e a uma sensação de bem-estar muito mais sólida e estável. As compensações, com frequência, nos trazem mais desequilíbrio; uma pessoa que tende sempre a fazer aquilo que faz bem, em detrimento daquilo em que não é tão boa (por medo, preguiça, comodismo), perde a possibilidade de sentir maior satisfação e conexão, se houvesse praticado um pouco de esforço.

As compensações também podem abusar da resiliência do corpo e da mente. Se nosso carro fica sem gasolina, ou se o pneu fura, teremos que resolver o problema para que ele siga rodando, ainda que a única coisa que nos preocupe seja chegar ao destino. Porém, o corpo humano é mais flexível e pode encontrar diversas alternativas para realizar uma coisa (se machucamos o joelho, mudamos a maneira de caminhar, usamos muletas, mancamos; se temos sono, tomamos café; se não estamos felizes, compramos compulsivamente, usamos drogas…). É por isso que nosso ego não tem limites, não precisa parar para “consertar” algo que não vai bem e seguimos compensando, rumo aos objetivos.

Leve em conta que em algumas situações de emergência podemos compensar, isso pode, inclusive, salvar nossa vida, mas se vivemos em estado de emergência contínua, a falta de alegria e de humanidade seguramente surgirão. Tratar significa aos poucos encontrar seu caminho de paz, de conforto e de segurança, respeitando seus limites e observando os sinais que seu corpo e mente emitem, dizendo o que dá e o que não dá pra ser feito.

Texto retirado de Monoyoga (traduzido e adaptado)

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