bullying

Como saber se meu filho sofre bullying?

2 min de leitura · 

Bullying: saiba se o seu filho é uma vítima deste tipo de violência.

Devemos sempre estar atentos as brincadeiras que são iniciadas com alguém que sofre bullying.

Deixei pra lá, achei que seria melhor levar na esportiva quando me chamavam de tampinha, ou até mesmo anão, afinal se contrariar uma brincadeira parece que arranjam cada vez mais nomes mirabolantes pela minha baixa estatura. Mas aí os dias passavam e então, em todos os intervalos da escola me faziam sentir mal, ansioso, com dor de barriga, com medo de sair da sala de aula e aquilo não passava de jeito nenhum. Quando vi, no momento que minha mãe me deixava na porta da escola, todos os dias pareciam ser um pesadelo ter que entrar lá e lembrar-se de todos aqueles apelidos que me obrigavam a lembrar do quanto eu odiava ser baixinho.

Tais episódios são mais normais do que imaginamos em todas as escolas, e se caracterizam por grupos de pessoas que acabam escolhendo atributos físicos de uma pessoa, como algo a ser zombado, afinal, ser diferente é errado, é considerado algo anormal para a sociedade, devemos seguir um padrão. E devido a tal conceito, criam-se apelidos maldosos para as pessoas.

O bullying vem do termo inglês, bully que significa valentão, e está ligado ao ato de agredir fisicamente ou verbalmente o outro.

Tal ato ocorre de forma contínua e com intenção e consciência de seu ato. A vítima é vista de forma desigual, pois não possui as mesmas condições de defesa em relação a(s) pessoa(s) que a agride.

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É nítido que os agressores não possuem em sentido algum, empatia com sua vítima. Há uma intolerância pelos aspectos físicos, por exemplo, que passa a ser motivo de brincadeiras, onde apenas aqueles que são ‘autorizados’ podem compartilhar deste “ciclo de maltrato”.

A escola deve ter voz ativa em relação à conscientização de que o bullying pode estar presente em todos os grupos de crianças e adolescentes e se mostrar disponível para os alunos que passam por este tipo de sofrimento, pois caso este tipo de campanha não seja estimulada, os jovens passarão a ter medo e ansiedade dos agressores e cada vez mais, poderão se sentir intimidados, mesmo quem só observa o ato de agressão, mas não é vítima dele, precisa de um espaço para falar, pois o silêncio gera um clima cada vez mais hostil e desinteressante para os alunos, que necessitam de um ambiente acolhedor para este momento tão importante na vida deles, o ensino escolar.

Os pais devem se atentar às crianças que se mostram agressivas ou com dificuldade de aceitar a diversidade do outro, pois assim podem identificar possíveis agressores e ajudá-los a lidar com esse sentimento.

Além disso, é importante saber que alguém que sofre com algum tipo de bullying, possivelmente evitará os ambientes que lhe tragam sentimentos de humilhação.

Faltas constantes, cansaço frequente, fugas sucessivas de determinado ambiente podem ser um sinal de que algo não vai bem. Converse. Ouça e acolha essa criança. Tente ajudá-la a lidar e a se defender da violência de maneira efetiva.

E lembrem-se, caso o bullying não seja percebido e resolvido, pode afetar drasticamente as relações familiares, as amizades e a vida social da pessoa que o sofre.

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Silvana A. Bernardo
CRP 06/124413 - Graduada Universidade Presbiteriana Mackenzie. Psicóloga Clínica de abordagem sócio-histórica especialista em Neuropsicologia clínica pelo IPAF/ Instituto de Psicologia Aplicada e Formação (2016) com atendimentos individuais para crianças, adolescentes e adultos, no enfoque em avaliação neuropsicológica, habilitação/reabilitação cognitiva, psicoterapia e orientação profissional. “Viva a vida que te inspira.” Telefone: (11) 94555-9407
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