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Como ficar sozinha e bem

3 min de leitura

“Como ficar sozinha e bem?” é uma pergunta que a gente ouve bastante e desde muito tempo atrás. E, embora hoje em dia muito se fale em amor próprio e em como ser feliz consigo, a verdade é que a pergunta continua pairando no ar, assombrando muitas pessoas e nem sempre tem uma resposta.

Dia desses essa pergunta veio bater na nossa Caixa de Segredos; uma garota se dizia ansiosa por estar sozinha, por não ter com quem conversar, por não conseguir estar na própria companhia.

Na mesma hora eu me lembrei de uma frase que diz que pra estarmos numa relação completa, antes precisamos nos sentir completas/os conosco.

Mas como achar essa completude e me sentir feliz comigo?

O primeiro passo é reavaliar e ressignificar o que a gente cresceu ouvindo: “encontre a sua metade da laranja”. Você já é uma fruta inteira e se precisa de alguém pra te fazer feliz, saiba que está depositando no ombro dessa pessoa uma responsabilidade gigantesca e alimentando uma frustração quase certeira. Então voltando, você já é completa/o, identifique o que te dá medo em estar consigo. 

Clique e fale com um Psicóloga Online agoraSegundo passo, vamos pensar em algumas coisas que você pode fazer pra se conhecer e aproveitar esse tempo na melhor companhia possível: a sua!

Dica 1: Encontre um livro, uma revista, um gibi e um lugar tranquilo e agradável pra sentar e poder ler o que tiver em mãos.

Sente-se despretensiosamente, sem hora marcada pra precisar ir embora. Quando o cansaço bater, feche e caminhe lentamente, observe seu corpo, sua mente, suas sensações.

Dica 2: Assista um filme no cinema, só com você.

Eu sei que tem um monte de gente que acha essa ideia bizarra, mas nunca nem provou. Permita-se? Escolhe um filme que você acha que vai ser bacana, compra uma pipoca e se joga nessa poltrona. Depois me conta se foi muito estranho.

Dica 3: Que tal fazer uma viagem sem mais ninguém?

Pode ser um bate e volta, pra um lugar que você nunca foi e depois você ousa mais, tira um final de semana, uma semana, vai aumentando… Aproveite essa oportunidade pra comer o que quiser, entrar onde quiser, acordar, sair ou ficar o tempo que quiser.

Dica 4: Tá em casa de bobeira, se matando porque ninguém respondeu sua mensagem? Arrasta o sofá, bota uma música dessas de ouvir bem alto e dança!

Dança pra você, como se ninguém estivesse te olhando (porque não está mesmo) e sente a energia que vem de dentro.

Dica 5: Cozinhe! Ou vá comer sua comida predileta.

Prepare com calma, abra um vinho, bota uma música e prepara essa refeição com amor. Perceba cada detalhe, cada cheiro, cada temperatura. Alimente sua alma.

Eu teria mais um milhão de dicas, mas pra finalizar, eu quero que você reflita sobre o que te dá medo na solidão. Faça uma lista, veja o que é capaz de lidar sozinha/o, arrisque-se, atreva-se, ouse sair da mesmice que o medo constrói e se achar que tem algo que não é capaz de resolver sozinha/o procure um psicólogo ou uma psicóloga, tenho certeza de que juntos descobrirão coisas incríveis e apaixonantes a seu próprio respeito e daí quero ver quem vai ter medo de continuar sem par 😉

Vou compartilhar um vídeo que eu acho fantástico, é da Louie e ela fala sobre a necessidade de pararmos de romantizar as relações e descobrir que a gente pode ser feliz sozinha/o

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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