Amor confuso ou sobre a banalização do eu te amo

3 min de leitura · 

Pelo dicionário: a·mor |ô|
(latim amor, -oris)
substantivo masculino

i love youSentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno).

Pelos seres humanos: a-mor: |ô|
(latim tô ferradis)
substantivo confuso

Sentimento que provoca um turbilhão de emoções, confunde a cabeça, faz a pessoa esquecer quem é; complexo sistema que aborda coisas boas e ruins e que ao menor sinal de perigo, descartamos ou enlouquecemos!!!!

Ai ai ai, tá tudo errado. Peraí que eu já vou explicar isso aqui!

Amor é um sentimento determinado pelo querido sistema límbico, ou seja, não tá no coração, tá no cérebro.

É algo que deve ser bom, trazer sensações de completude, fazer com que as pessoas queiram evoluir uma ao lado da outra. Então, se você é daqueles que ao menor sinal de desconforto troca de casa ao invés de trocar a lâmpada queimada (como abordou o texto anterior da Ruth Manus), sinto muito, você tem sérios problemas à resolver.

A sociedade de um modo geral, tem aprendido que pode usar o termo “eu te amo” em qualquer frase e para qualquer pessoa, mas olha, vamos com calma, talvez não seja bem assim e você esteja vulgarizando o termo.

Vejamos, se você tem um relacionamento e diz eu te amo, eu entendo que você queira estar ao lado dessa pessoa, que tem planos, que algo nela lhe cativou e que você quer que isso permaneça por um longo tempo, mas se você tem um relacionamento, não suporta essa pessoa, só vê defeito, já fez de tudo pra tentar muda-la e quer constantemente estar longe dela e ao lado de outro alguém, nesse caso pode ser um vulgo amante, a coisa tá mais séria ainda. O que mais me chama à atenção é que quando atendo casos desse tipo, costumeiramente vem a pergunta: “mas eu não posso amar duas pessoas ao mesmo tempo?”

Até pode, vamos lembrar que existe o poliamor e isso é uma outra questão, mas na boa, você acha mesmo que não querer estar ao lado de alguém, pode de alguma maneira, significar AMOR????? No mínimo você está precisando rever a rede elétrica da sua “casinha”.

Ok, daí você pode me dizer que tem gente que diz que ama, mas bate na mulher, tem um ciúme tão forte que se descontrola e tal, isso é amor, mas é um amor doentio, não é e nem nunca vai ser a definição plena de amor.

Amor precisa de cuidado, de atenção, de respeito, de reflexão, de ponderação, de entrega. Precisa de duas pessoas dispostas para acontecer. Precisa ser regado dia após dia para que floresça e que permaneça firme, mesmo em dias de tempestade forte.

Podemos estar confusos sobre o amor, mas eu garanto, é muito mais fácil entender o que você sente e o que de fato pode estar acontecendo, do que “trazer a pessoa amada de volta.”

cartaz

E mais uma coisa, quando você diz que ama alguém, entenda que esse alguém vai acreditar em você e que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, sendo assim, manter uma relação, seja lá qual for (amizade, casamento, amante…) sem ter pelo menos 90% das coisas boas que eu escrevi ali em cima, pode trazer muita dor e sofrimento aos corações, ou melhor, aos cérebros, envolvidos.

Tem dúvida sobre amar ou não alguém, acha que está sofrendo ou fazendo alguém sofrer??? Procura um psico.online ele pode te ajudar a resolver essa questão!

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Raquel Ferreira
CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

Raquel Ferreira

CRP 6/101759 - Graduada pela Universidade São Francisco, mestre em Ciências da Saúde pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo. Psicóloga clínica desde 2010, busca constante aprimoramento na abordagem analítica. Estudou Cinesiologia no Instituto Sedes Sapientiae, frequentou grupos de estudo e supervisão teórica na Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica de São Paulo e ainda, integrou o grupo de Neurociências do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Atualmente é doutoranda em Psicologia Social, pela Universidad Complutense de Madrid.

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